A ministra das Mulheres, Márcia Lopes, reiterou a necessidade de diálogo constante entre o Governo do Brasil, estados, municípios e a sociedade para priorizar políticas de cuidado com mulheres e meninas. A declaração foi feita durante entrevista ao programa ‘Bom Dia, Ministra’, nesta quarta-feira, 25 de fevereiro.
Lopes destacou que o machismo e o desprezo às políticas para mulheres ainda persistem, exigindo um processo contínuo de convencimento de atores públicos para centralizar a vida das mulheres. ‘As mulheres são as cuidadoras, as que levantam todos os dias pensando na família, na vizinhança, na comunidade’, afirmou a ministra. Ela enfatizou que cada representante público deve assumir responsabilidade, afirmando que declarações como ‘aqui no nosso estado não haverá violência contra a mulher’ podem mudar a realidade.
No combate à violência, a ministra apresentou o Pacto Nacional de Prevenção aos Feminicídios, que envolve 11 ministérios, estados e o Distrito Federal. A iniciativa foca em prevenção, intervenção precoce e reparação para proteger mulheres e meninas contra misoginia e violência de gênero. Desde sua instituição, foram inaugurados 19 serviços especializados: quatro Casas da Mulher Brasileira e 15 Centros de Referência da Mulher Brasileira, com investimento de R$ 373 milhões.
‘A Casa da Mulher Brasileira é um lugar onde as mulheres são acolhidas, demonstrando o método necessário para prevenção, orientação, encaminhamentos e atendimento’, ressaltou Lopes.
Para o Dia Internacional das Mulheres, em 8 de março – data oficializada pela ONU para celebrar conquistas e alertar sobre igualdade de gênero –, estão previstas atividades diárias de 1º a 31 de março. Entre elas, a inauguração de uma nova Casa da Mulher Brasileira em Aracaju (SE) e de Cuidotecas em universidades e institutos federais, para cuidar de crianças enquanto mães estudam.
A primeira atividade, no dia 1º de março em São Paulo, homenageará Tainara Souza Santos, de 31 anos, vítima de atropelamento e arrastamento por cerca de um quilômetro na Marginal Tietê, que faleceu em dezembro de 2025 após amputar as pernas e ficar quase um mês internada. ‘É um ato que marca a memória de Tainara, brutalmente assassinada em feminicídio, e de todas as mulheres do Brasil’, disse a ministra.
Lopes também reforçou a importância dos canais de denúncia no enfrentamento à violência. ‘Muitas mulheres não denunciam por falta de confiança no sigilo, medo de perseguição ou desestímulo dos órgãos. Precisamos de formação, engajamento e profissionalismo das polícias e profissionais envolvidos’, observou.
O Ligue 180 permite registrar denúncias de violência contra mulheres, obter orientações sobre leis e direitos, e localizar serviços como Casas da Mulher Brasileira, Centros de Referência, delegacias especializadas e Defensorias Públicas. O serviço é gratuito, 24 horas por dia, em português, inglês, espanhol e Libras, com atendimento 100% realizado por mulheres.
O programa ‘Bom Dia, Ministra’ contou com a participação de veículos como Portal RIC (Curitiba/PR), Portal R7 (Brasília/DF), Rádio TCM (Mossoró/RN), Portal Amapá Digital (Macapá/AP), Rádio Pontal (Itabira/MG), Rádio Bandeirantes (Campinas/SP), Rádio 103 FM (Aracaju/SE) e Rádio Conecta FM (Porto Velho/RO). Com informações da Secretaria de Comunicação Social.
Com informações do Governo Federal








