Quinta-feira, 09/04/26

Ministro Silveira preside reunião do CMSE e destaca segurança energética

Ministro Silveira preside reunião do CMSE e destaca segurança energética
Ministro Silveira preside reunião do CMSE e destaca segurança energética – Reprodução

O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, presidiu a 317ª reunião do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE), nesta quarta-feira (8/4), na sede do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), no Rio de Janeiro. Durante o evento, o ministro reforçou a importância da governança do setor elétrico para o acompanhamento das condições de suprimento de energia, adoção de ações para garantia do atendimento, otimização da operação e modicidade tarifária.

Silveira afirmou que o trabalho coordenado entre governo, órgãos técnicos e setor produtivo tem assegurado energia ao país com responsabilidade, previsibilidade e menor impacto possível para a população. Ele destacou que o monitoramento contínuo do sistema e o fortalecimento da integração institucional sustentam a confiabilidade do setor elétrico, garantindo o avanço do Brasil com segurança e eficiência.

O comitê apresentou um cenário sólido de segurança eletroenergética, consolidado pela aprovação da Agenda Estratégica Eletroenergética 2026, em fevereiro. Os níveis de armazenamento do Sistema Interligado Nacional (SIN) recuperaram-se expressivamente em fevereiro e março, atingindo 70% ao final do período. Esse resultado foi influenciado por um episódio da Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS) no início de março, que abrangeu regiões Sudeste, Nordeste e parte do Norte, além de frentes frias no litoral Sudeste. As chuvas acima da média ocorreram nas bacias dos rios Tietê, São Francisco e Madeira, com previsão de manutenção do quadro hidrológico favorável entre abril e maio, exceto na região Sul.

Para o atendimento de potência em cenários de maior demanda, prevê-se o uso complementar de usinas termelétricas, operação otimizada das hidrelétricas do rio São Francisco e utilização estratégica do reservatório de Itaipu. Em março, foram realizados despachos termelétricos por garantia de suprimento energético (GE), totalizando 53 MWmed no subsistema Sul e 64 MWmed no Sudeste/Centro-Oeste, além de elevação do limite de intercâmbio para o Sul e importação de 89 MWmed sem substituição por sete dias.

O CMSE discutiu os possíveis impactos do conflito no Oriente Médio sobre a cadeia global de suprimento de combustíveis para usinas termelétricas. A Empresa de Pesquisa Energética (EPE) recomendou acompanhamento mais próximo pelas instituições, dentro de suas competências. O ministro enfatizou a necessidade de instituições fortes e atuantes, com as agências reguladoras desempenhando papel central na garantia do suprimento e implementação de políticas públicas.

O comitê recomendou que a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), a Agência Nacional de Petróleo (ANP) e demais instituições monitorem a disponibilidade de combustível para as usinas termelétricas do SIN.

Nas informações técnicas, em março, a precipitação foi superior à média nas bacias dos rios Tietê, São Francisco e Madeira, enquanto inferior nas demais, especialmente na região Sul. A Energia Natural Afluente (ENA) foi de 90% da Média de Longo Termo (MLT) no SIN. Previsões indicam chuva acima da média nas bacias do São Francisco e Tocantins nas próximas duas semanas, com incertezas para abril e maio.

Ao final de março, os armazenamentos foram de 65% no Sudeste/Centro-Oeste, 32% no Sul, 90% no Nordeste e 44% no Norte, totalizando 69% no SIN. Para abril/2026, as previsões de ENA variam entre cenários superior e inferior para cada subsistema.

Em março de 2026, houve expansão de 1.140 MW de geração centralizada, 374 km de linhas de transmissão e 1.491 MVA de transformação, com destaque para novas usinas fotovoltaicas em Goiás, Ceará, Bahia e Pernambuco, e uma termelétrica no Pará.

Na comercialização, a liquidação financeira de fevereiro de 2026 totalizou R$ 4,85 bilhões, com 92,76% liquidados. Exportações termelétricas foram de 171 MWmédios em fevereiro e 12 MWmédios em março, ambas para a Argentina. Não houve exportação de energia hidrelétrica.

Durante a COP15, de 23 a 29 de março em Campo Grande/MS, ações preventivas garantiram a segurança das infraestruturas críticas do setor elétrico, sem ocorrências.

Quanto à desativação de usinas termelétricas em Roraima, testes de autorrestabelecimento foram concluídos, permitindo o uso do estoque de combustível da UTE Monte Cristo I (83 MW), com conclusão prevista para abril de 2026.

O CMSE continuará monitorando as condições de abastecimento e adotando medidas para garantir o suprimento de energia elétrica no país.

T LB

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