Concorrência sistêmica
Os Estados Unidos não estão sozinhos em sua ambição de conquistar a Lua. Nunca estiveram. Nos anos 1960, no auge do programa Apollo, buscavam alcançar e superar a União Soviética. Atualmente, o principal concorrente dos Estados Unidos não é mais a Rússia, que concentrou seus esforços na conquista territorial de sua vizinhança imediata, especialmente na Ucrânia. O rival atual é a China, em mais uma demonstração da mudança no equilíbrio geopolítico e da concorrência sistêmica global entre os dois países.
A China se vangloria menos do que os Estados Unidos, mas seu programa espacial avança. Diferentemente da Nasa, a agência espacial chinesa conseguiu pousar com sucesso equipamentos na Lua, inclusive em seu lado oculto, que os astronautas da Artemis 2 poderão ver a olho nu. O país trouxe amostras de solo lunar de volta à Terra no fim de 2020. O programa lunar chinês segue em andamento, com o desenvolvimento da série de foguetes Longa Marcha para alcançar e enviar seres humanos à Lua por volta de 2030.
Setor privado versus Estado
A corrida é também contra o tempo. Na situação atual do programa Artemis 2, a Nasa prevê enviar astronautas ao solo lunar em 2028, mas um atraso é bastante provável. Os módulos de pouso americanos não estão prontos. O primeiro sistema de alunissagem americano deverá ser testado antes da próxima missão Artemis, que permanecerá em órbita terrestre.
Os equipamentos estão sendo desenvolvidos pelas empresas privadas SpaceX, de Elon Musk, e Blue Origin, de Jeff Bezos. O diretor da Nasa, Jared Isaacman, bilionário do setor de fintechs, piloto de avião e próximo de Musk, representa as novas ambições espaciais dos Estados Unidos.








