Começou mais uma temporada da MotoGP. Neste final de semana, a cidade de Buriram, na Tailândia, recebe a primeira das 22 etapas que serão disputadas ao longo de 2026. Neste ano, o Brasil tem dois ótimos motivos para comemorar e acompanhar o campeonato do início ao fim. O primeiro deles é o retorno de Goiânia à categoria. Além disso, o país volta a ser representado no grid na classe rainha.
A temporada de 2026 é a 77ª da história da MotoGP, que começou a ser disputada em 1949, quando a Federação Internacional de Motociclismo (Fim) organizou o Mundial pela primeira vez. Ao longo dos anos, 30 pilotos diferentes já foram campeões da categoria. O maior vencedor é o italiano Giacomo Agostini, com oito. Seguido por Valentino Rossi e Marc Márquez, com sete conquistas para cada um.
Grid de 2026
Nesta temporada, o grid da MotoGP é composto por 22 pilotos. Dentre eles, está o brasileiro Diogo Moreira, que competirá pela Honda LCR, uma equipe satélite da Honda. Natural de Guarulhos, na região metropolitana de São Paulo, o competidor chega à classe rainha após conquistar o título da Moto2, na temporada passada. Sua presença encerra um jejum de quase duas décadas sem brasileiros na categoria.
Além do guarulhense, o grid da MotoGP conta com os seguintes pilotos: Ai Ogura, Álex Márquez, Álex Rins, Brad Binder, Enea Bastianini, Fabio Di Giannantonio, Fabio Quartararo, Fermín Aldeguer, Francesco Bagnaia, Franco Morbidelli, Jack Miller, Joan Mir, Johann Zarco, Jorge Martín, Luca Marini, Marc Márquez, Marco Bezzecchi, Maverick Viñales, Pedro Acosta, Raúl Fernández e Toprak Razgatlıoğlu.
Grande Prêmio do Brasil
Depois de 22 anos, o Brasil volta a receber uma etapa da MotoGP. A última vez que a categoria esteve no país foi em 2004, quando Jacarepaguá, no Rio de Janeiro sediou o Grande Prêmio do Brasil. Agora, mais de duas de duas décadas depois, o Mundial retorna ao país e à cidade onde tudo começou: Goiânia, que já recebeu a elite da motovelocidade em três oportunidades: 1987, 1988 e 1989.
Para retornar ao calendário da MotoGP, o Autódromo Internacional Ayrton Senna passou por uma ampla reforma, que o deixou ainda mais seguro e moderno. Fechada desde março do ano passado, a praça esportiva reabrirá suas portas neste sábado (28/02), quando recebe um evento-teste, que se estende até o domingo (01/03), onde deve receber a homologação da Fim para sediar o Mundial.
Como são as motos da MotoGP?
Uma das dúvidas mais frequentes entre os amantes de motovelocidade é em relação ao modelo de moto utilizado pelas equipes. A reposta é simples: são protótipos de corrida de alta engenharia, construído do zero com materiais exóticos como fibra de carbono e titânio, que minimizam o peso e aumentam a resistência, e tecnologia de ponta, sem uso em ruas.
Os motores das motos usadas na MotoGP são de 1000cc e 4 cilindros. Eles produzem cerca de 250 a 290 cavalos, atingindo mais de 360 km/h, pesando no mínimo 157 kg, com eletrônica avançada e aerodinâmica complexa. Cada uma delas pode custar entre 2 e 3,5 milhões de euros, já que são desenvolvidas especificamente para desempenho máximo em pista.








