Terça-feira, 10/02/26

Mulher relata ‘pior pesadelo’ em julgamento por estupro do filho da princesa da Noruega

Mulher relata ‘pior pesadelo’ em julgamento por estupro do filho da princesa da Noruega
Mulher relata ‘pior pesadelo’ em julgamento por estupro do filho – Reprodução

Uma segunda suposta vítima descreveu nesta terça-feira (10) em um tribunal “o pior pesadelo” de sua vida ao relatar um estupro do qual acusa o filho da princesa da Noruega Mette-Marit, ocorrido, segundo ela, quando ele viajava com o padrasto para as ilhas Lofoten em 2023.

Nascido de uma relação anterior ao casamento de sua mãe com o príncipe herdeiro Haakon em 2001, Marius Borg Høiby é julgado desde a semana passada por 38 acusações, incluindo quatro estupros e agressões contra ex-parceiras.

O réu de 29 anos nega as acusações mais graves, em particular os supostos estupros, que poderiam resultar em uma pena de até 16 anos de prisão.

Nesta terça-feira, o tribunal de Oslo começou a examinar o segundo suposto estupro que, segundo a acusação, teria ocorrido em 8 de outubro de 2023, após uma festa em um apartamento nas ilhas Lofoten, onde Høiby e o príncipe Haakon se hospedavam para praticar surfe.

Depois de manter relações sexuais consensuais, a suposta vítima, uma jovem que ele conheceu por meio do aplicativo Tinder, afirma ter acordado enquanto Høiby iniciava novos atos sexuais, desta vez sem a sua permissão.

“O pior pesadelo da minha vida”, declarou, antes de afirmar que fechou os olhos “para não ter que presenciar” a própria agressão.

“Lembro de ter acordado enquanto ele estava em ação. Eu pensei: ‘Não entendo como alguém pode ter relações sexuais com uma pessoa que está dormindo’”, explicou.

“Depois, tive a sensação de me dissociar, de sair do meu próprio corpo. Foi doloroso, meu corpo não estava preparado”, acrescentou.

Para demonstrar que os atos aconteceram quando a jovem não estava em condições de expressar oposição, o Ministério Público apresentou um vídeo, apreendido na casa de Høiby e que ele havia gravado com seu telefone.

Segundo o promotor Sturla Henriksbø, o trecho de cinco segundos mostra a jovem dormindo no momento do crime. A suposta vítima protestou contra as imagens, gravadas, segundo ela, sem seu conhecimento.

A Promotoria também anexou ao processo os dados de seu relógio cardíaco para provar que estava dormindo. “Segundo a acusação, a evolução da frequência cardíaca constitui o elemento mais determinante”, destacou Henriksbø.

T LB

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