Segunda-feira, 02/02/26

Não tratávamos os clientes como mereciam, diz CEO da Azul ao anunciar novas categorias de fidelidade

Não tratávamos os clientes como mereciam, diz CEO da Azul ao anunciar novas categorias de fidelidade
Não tratávamos os clientes como mereciam, diz CEO da Azul – Reprodução

Nesta semana, a companhia aérea Azul promoveu um grande evento no Palácio Tangará, em São Paulo, para reforçar ao mercado e aos seus clientes mais fieis o lançamento de algumas novidades no seu programa de fidelidade, o Azul Fidelidade.

Desde 12 de janeiro, o Azul Fidelidade passou a ter a categoria Diamante Unique, superior à Diamante, até então o nível mais alto do programa. Para fazer parte dela, é preciso voar 26 trechos com a companhia e acumular 26 mil pontos qualificáveis -ou gastar R$ 50 mil com voos, upgrades e serviços adicionais na Azul.

Em troca, os clientes Diamante Unique terão até quatro trechos cortesia para seus acompanhantes -sendo que dois podem ser internacionais-, além de antecipação gratuita de voos no mesmo dia, despacho de bagagem e assento mais confortável gratuitos, e acesso à sala VIP da Azul em Viracopos. Os clientes Diamante Unique também têm direito a resgatar passagens nacionais pagando, no máximo, 120 mil pontos.

Além da nova categoria, a Azul também anunciou a criação do Azul One, um grupo acessível apenas por convite, que deve acontecer anualmente segundo critérios que a companhia não revela. A ideia é reconhecer os clientes “com forte histórico de relacionamento e preferência por serviços premium”, oferecendo “atendimento dedicado e experiências personalizadas, com benefícios divulgados de forma reservada” -a prática já é comum em mercados como os Estados Unidos.

“Nós não tratamos vocês como vocês mereciam”, disse o CEO da Azul, John Rodgerson, na abertura do evento, relembrando os últimos anos da companhia, marcados por crises e pela recuperação judicial.

“Nós tivemos de passar por uma pandemia, depois por uma desvalorização cambial, e estávamos gastando muito com dívida. Mas agora estamos saindo muito mais leves, fortes e podendo voltar a investir no que mais importa, que são nossos clientes e nosso pessoal.”

A Azul é a última das três grandes aéreas nacionais a reformular o seu programa de fidelidade -a Smiles fez esse movimento em agosto de 2023, e a Latam, em outubro de 2024. Para o vice-presidente comercial e de negócios da Azul, Daniel Bicudo, as novidades no Azul Fidelidade marcam o retorno da empresa a um território de marca que sempre lhe pertenceu.

“A concorrência é saudável e tem seu papel, mas aqui estamos olhando para nós mesmos e reposicionando a Azul novamente nos territórios que sempre lhe pertenceram”, disse Bicudo. “É uma recuperação da Azul onde ela sempre foi forte, como o atendimento ao cliente, olho no olho.”

Criado em 2009, o Azul Fidelidade fechou o ano 2025 atingindo a marca de 20 milhões de clientes.

T LB

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