Quarta-feira, 04/03/26

Naufrágio de navio militar iraniano deixa quase 150 desaparecidos na costa do Sri Lanka

Naufrágio de navio militar iraniano deixa quase 150 desaparecidos na costa do Sri Lanka
Naufrágio de navio militar iraniano deixa quase 150 desaparecidos na – Reprodução

Cerca de 150 pessoas estão desaparecidas e várias morreram após um navio de guerra iraniano afundar nesta quarta-feira (3) ao largo da costa do Sri Lanka, depois que tripulantes relataram uma explosão, informaram as autoridades.

A Marinha do Sri Lanka resgatou 32 marinheiros da fragata IRIS Dena, mas as esperanças diminuíam para os outros 148, declararam o ministro das Relações Exteriores e autoridades da Defesa da ilha.

O porta-voz da Marinha, Buddhika Sampath, disse que “encontraram alguns corpos na área onde o navio afundou”, sem informar um número.

Não está clara a causa da suposta explosão que atingiu a fragata, que navegava após participar, segundo informações, de manobras militares no porto oriental indiano de Visakhapatnam.

O afundamento ocorre após o início da guerra no Oriente Médio, depois que Israel e os Estados Unidos lançaram ataques contra o Irã no sábado.

O ministro das Relações Exteriores, Vijitha Herath, declarou ao Parlamento que os 32 iranianos resgatados foram levados ao principal hospital do sul da ilha, enquanto dois navios e um avião foram mobilizados para buscar sobreviventes.

A fragata emitiu um pedido de socorro na madrugada desta quarta-feira (3) e, em menos de uma hora, um navio de resgate chegou à área, situada a cerca de 40 quilômetros ao sul do porto meridional de Galle, informou o ministro.

O navio já havia afundado completamente quando as embarcações de resgate chegaram.

Um parlamentar da oposição perguntou no Parlamento se o navio havia sido bombardeado como parte dos ataques americanos e israelenses contra o Irã, mas não houve resposta imediata do governo.

O embaixador do Irã em Colombo, Alireza Delkosh, não estava imediatamente disponível para comentar o caso.

O Sri Lanka tem mantido neutralidade e pediu repetidamente diálogo para resolver o conflito no Oriente Médio.

T LB

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