26/10/2019 às 15h33min - Atualizada em 26/10/2019 às 15h33min

SUPREMA CORTE, A ÚLTIMA TRINCHEIRA A SERVIÇO DO GRUPO DE PUEBLA

MAJOR-BRIGADEIRO JAIME RODRIGUES SANCHEZ
 
Ouvindo atentamente as argumentações e as reações faciais dos ministros, a cada voto daquela farsa montada pelos bandidos de toga na última quarta-feira, cujo tema está por eles definido desde 2016, mantido em pauta na busca de uma oportunidade para salvar das garras ada justiça seus padrinhos e financiadores, não resta dúvida de que se transformaram no último reduto de defesa da criminalidade no Brasil.
Mais do que isso, considerando os presidentes que os escolheram durante os governos socialista de Fernando Henrique Cardoso e social comunista de Lula e Dilma Rousseff, não é difícil perceber que as indicações ignoraram a Constituição Federal, que exige ao escolhido notável saber jurídico e reputação ilibada, e deduzir que as razões das escolha foram muito além da simples garantia da impunidade, tendo como objetivo estratégico maior  a atuação na retaguarda dos atores principais, para inviabilizar a reestruturação econômica e moral do País, almejada pela imensa maioria da sociedade, e propiciar o retorno da conjuntura idealizada pelo Foro de São Paulo.
Para fundamentar minha convicção sobre a atitude antipatriótica dos protagonistas dessa farsa, prefiro não utilizar argumentos próprios, pois são leigos e parciais, restringindo-me a transcrever palavras abalizadas de membros da corte e de um especialista, empregado da principal rede de TV do país que, a essa altura, está com o seu emprego ameaçado.
O questionamento do ministro Luiz Fux, durante a exposição do seu voto, define perfeitamente a indignação da sociedade: “ontem houve um momento de perplexidade suscitado por um questionamento: por que vamos mudar agora a jurisprudência? Qual será o benefício? não adianta dizer que não interessa a sociedade, todos os poderes se exercem em nome do povo; se estiver em jogo uma razão pública ou um valor moral, nós temos que ouvir a sociedade. A mudança de precedentes não pode ser feita sem uma motivação profunda; a jurisprudência tem que ser coerente, integra e estável. Surge novamente a pergunta: por que vamos mudar? será que estamos falando aqui de réus pobres?”
Para corroborar essas assertivas, arremata o ministro Luís Roberto Barroso: “Na medida em que o processo avança e se chega à condenação em 2º grau, o interesse social na efetividade mínima do sistema penal adquire maior peso que a presunção de inocência"; "A execução da pena é uma exigência de ordem pública para a preservação da credibilidade da justiça".
Quem vai responder à indagação do ministro Fux é o comentarista da Globonews, Carlos Sardemberg que, após essa declaração, talvez seja afastado da emissora, como William Waack e outros que ousaram desafiar sua fúria contra aqueles que cortaram suas benesses fraudulentas.
“O próprio ministro Gilmar Mendes defendeu com argumentação muito sólida a possibilidade de prisão após segunda instância e, agora, ele está com outra argumentação, defendendo a tese contrária, de que o condenado só pode ir para a cadeia depois de percorridas todas as instâncias, inclusive todos os recursos, ou seja, nunca; desde 1988 até 2009, a regra aceita pelo supremo era a de prisão em segunda instância. O que muda nessa interpretação? Essa questão não é política, é jurídica. O que está acontecendo agora é uma blitz contra a lava jato. É uma reação da velha política, dos velhos advogados contra o avanço da lava jato, que pegou gente que nunca era apanhada. Não pegou uma corrupção apenas, pegou um sistema em que empreses amigas de partidos do governo obtinham as grandes obras, faziam tudo superfaturados e passavam o dinheiro para partidos e pessoas. Isso foi apanhado de forma espetacular. Basta ver a lista das pessoas que estão presas e que serão beneficiadas no caso de o supremo mudar de novo a sua orientação. São líderes políticos, grandes líderes empresariais, que vão poder recorrer 500 vezes e que nunca mais vão cumprir sua pena e nem devolver o dinheiro que roubaram”.
O Grupo de Puebla tem perfeito conhecimento de que, sem a participação do Brasil, esse movimento não sobrevive, porque era alimentado com recursos do BNDES. Daí, a mobilização das comissões aparelhadas de organizações internacionais como a ONU e o Vaticano para desestabilizar o governo brasileiro.
A índole do povo brasileiro não tem vocação para viver num regime comunista, mas pouco ou nada faz de concreto para evitar que isso ocorra, e o que é pior, a classe média esclarecida assistiu passivamente a implantação desse sistema, enquanto eles exploravam e encantavam os analfabetos políticos, aos milhões, com suas esmolas, como drogados que dependem do entorpecente  para sobreviver.
É agora ou nunca. O governo está imobilizado pela necessidade das reformas estruturais e somente o caos social poderá levá-lo a uma solução radical. Nós, a sociedade civil e militar, temos o dever patriótico de impedir que mais esse largo passo seja dado em direção ao abismo.
A pressão das redes sociais, como esta que agora exerço, é apenas um componente; importante por seu alcance, mas incapaz de mudar a trajetória dos corruptos rumo  ao seu objetivo.
O câncer não se desfaz por conta própria; tem que ser extirpado, antes que o organismo do paciente esteja irreversivelmente arruinado.
BRASIL ACIMA DE TUDO, DEUS ACIMA DE TODOS. 

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