18/06/2020 às 06h45min - Atualizada em 18/06/2020 às 06h45min

Em 42 cidades do Brasil, auxílio emergencial é pago a mais da metade da população

Ao todo, 53,9 milhões de pessoas receberam o benefício, o que representa um quarto de todas as pessoas vivendo no Brasil

Os números são impressionantes. Um quarto da população brasileira precisou do auxílio emergencial pago pelo governo federal para diminuir os impactos econômicos da pandemia de coronavírus. A situação complica ainda mais quando o recorte é feito por cidades. Em 42, mais de metade da população recebeu a bolsa de R$ 600.

As informações foram analisadas pelo 
(M)Dados, núcleo de jornalismo de dados do Metrópoles. Os nomes de quem recebeu o auxílio emergencial estão disponíveis no Portal da Transparência. Já a população de cada cidade é estimada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) a partir do Censo de 2010.
 

A cidade com o maior número de beneficiados proporcionalmente é Severiano Melo, no Rio Grande do Norte. Segundo levantamento do IBGE, o local tinha uma população de 2.440 pessoas em 2019. No entanto, 2,7 mil moradores da região pediram o auxílio emergencial. Esse caso evidencia dois pontos importantes no cruzamento de dados.

A população para cada cidade é uma estimativa baseada no último Censo, realizado há dez anos. Sendo assim, há disparidades entre os dados e a realidade. Como o número calculado pelo IBGE é utilizado para o repasse de dinheiro federal para municípios, governos locais estão entrando na justiça para a projeção ser alterada. Há 19 situações dessa, sendo uma delas em Porto Velho, capital de Rondônia

O segundo ponto: não é necessário comprovar a residência para receber o auxílio — apesar de um endereço válido ser solicitado na inscrição. Assim, não se tem certeza onde a pessoa realmente vive.

A cidade potiguar é a única nessa situação. Em segundo lugar vem Maetinga, na Bahia, com 92,7% da população recebendo o benefício. Campos Verdes, no Goiás, fecha o pódio, com 88,6%. Veja o mapa com todos os município do país. Quanto mais intensa a tonalidade, maior o percentual de beneficiários naquele lugar:

 
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