25/06/2020 às 08h53min - Atualizada em 25/06/2020 às 08h53min

“Não me arrependo”, diz Sara Winter em vídeo ao sair da prisão

A ativista afirma que ainda não sabe o motivo que a levou para cadeia e que foi uma "presa política". Ela está com tornozeleira eletrônica

Sara Winter, 28 anos, divulgou um vídeo na madrugada desta quinta-feira (25/06) após deixar a Penitenciária Feminina do Distrito Federal, onde ficou presa por 10 dias. Na gravação, a ativista afirma que ainda não sabe o motivo que a levou para cadeia. Afirma que foi “presa política” e que não se arrepende de “lutar pelo Brasil”.
 

íder do grupo extremista 300 do Brasil, Sara passou a usar tornozeleira eletrônica para sair da prisão.

“Boa noite, Sara Winter. O que sobrou da Sara e o que está renascendo da Sara. Foram 10 dias baixo uma prisão arbitrária que até agora não sei o motivo. Hoje, uma pessoa, enquanto eu colocava a tornozeleira eletrônica, me perguntou: Sara você se arrepende? Não, eu não me arrependo. Pelo meu país, eu faria o necessário”, disse a jovem aos seguidores no Twitter.

Ela afirma que ainda está abalada, mas “luta por um país justo e soberano”. Sabem citou pelo que teria passado na prisão. “Foram dias muito horríveis. A pior coisa é você ser apoiador do presidente Bolsonaro em um presídio. Você escuta ameaças horríveis contra você e contra seus familiares”, denunciou.

 

Oie gente, tudo bem com vocês? Invadindo aqui a madrugada de vcs pra mandar um recado rápido para os q estiveram sempre aqui torcendo por mim, apoiando em todas as batalhas. E claro, mandar um alô especial para os quase 100 mil novos seguidores q estão me conhecendo agora. <3

 

Restrições

Posta em liberdade nessa quarta-feira (24/06), monitorada por tornozeleira eletrônica, a ativista precisa seguir ao menos 20 determinações da Justiça para não voltar à cadeia.

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Para cumprir a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, em substituir a prisão temporária da bolsonarista por medidas cautelares, a juíza da Vara de Execuções Penais (VEP), Leila Cury, determinou o cumprimento de diversas determinações.

Sara e outros cinco integrantes do movimento 300 do Brasil não poderão sair de casa, exceto para buscar atendimento médico; não podem fazer ingestão de bebidas alcoólicas ou ficar incomunicáveis. Sara Winter precisa manter o telefone ligado e estar disponível para acompanhamento do Centro Integrado de Monitoração Eletrônica (Cime).

Distância de investigados e do STF

Na decisão assinada pelo próximo Alexandre de Moraes, que não prorrogou a prisão da militante, o ministro determina o uso da tornozeleira e a proíbe de ficar a menos de 1km de distância do Congresso Nacional e do STF.

Sara ainda está proibida de falar ou manter contato telefônico com as deputadas federais Carla Zambelli Salgado (PSL-SP) e Beatriz Kicis Torrents de Sordi (PSL-DF), integrantes da base do presidente Jair Bolsonaro (sem partid0), além do marido da deputada federal Paula Belmonte (Cidadania-DF), Luís Felipe Belmonte, e de diversos participantes do grupo que lidera, o “300 do Brasil”, todos com nomes citados na decisão.

O empresário e vice-presidente do Aliança pelo Brasil, Luís Belmonte, é investigado pela Polícia Federal em processo do STF sobre a origem de recursos e estrutura de financiamento de grupos suspeitos de atos antidemocráticos.

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