06/12/2020 às 06h28min - Atualizada em 06/12/2020 às 06h28min

Brasil é o 4º país mais corrupto do mundo, segundo Fórum Econômico Mundial

O país está atrás apenas do Chade, da Bolívia e da Venezuela, que lidera o ranking do índice de corrupção da organização suíça

Vital Furtado
Edição 161 - Agosto de 2017  - O Brasil é a quarta nação mais cor­rupta do mundo, segundo o índi­ce de corrupção do Fó­rum Econômico Mundial. O país está atrás apenas do Chade, da Bolívia e da Venezuela, que lidera o ranking. A corrupção é um dos elementos que a or­ganização suíça inclui em seu índice anual de com­petitividade, baseado em uma pesquisa com 15.000 líderes empresariais de 141 economias do mundo.
As três perguntas feitas a esses executivos foram: “O quanto é comum o desvio de fundos públicos para empresas ou grupos?”; “Como qualifica a ética dos políticos?”; e “O quanto é comum o suborno por par­te das empresas?”. Em uma escala de um a sete, em que, quanto maior a nota, maior é a transparência, o Brasil recebeu 2,1, segundo análise publicada pela Bu­siness Insider. Em um es­tudo divulgado pela Trans­parência Internacional, no início do ano, o país ficou em 76º colocado em uma lista sobre a percepção de corrupção do mundo entre 168 países.
Entre as 10 nações mais corruptas do ranking do Fórum Econômico Mun­dial, cinco são latino-ame­ricanas: Venezuela, à fren­te, com nota 1,7; Bolívia, com 2; Brasil e Paraguai, ambos com 2,1; e Repú­blica Dominicana, com 2,2—, mas que não são membros da Organização para a Cooperação e o De­senvolvimento Econômi­co (OCDE), o think tank a cujo pertencimento define a fronteira entre os países industrializados ou não.
Um relatório do Fórum publicado em junho assi­nalava a corrupção como o maior problema que a América Latina precisa enfrentar, segundo seus líderes políticos e empre­sariais. Escândalos como o da Petrobras, no Brasil, as acusações contra a ex-pre­sidenta da Argentina Cris­tina Kirchner e o suborno de que é acusado o ex-go­vernante guatemalteco Otto Pérez-Molina manti­veram a região estagnada, nesse aspecto, em relação aos índices de 2014 e 2015.
O México aparece en­tre os primeiros lugares do mundo desenvolvido com o mais complexo e abran­gente de seus problemas: a corrupção. O Fórum Eco­nômico Mundial coloca o país como a décima-tercei­ra nação mais corrupta do mundo. Mas, excluindo-se da lista os países menos industrializados, o México fica com a liderança. Se­gundo o Fórum, o fator que o eleva ao primeiro lugar é o crime organizado.
O caso do México, no entanto, parece ser o mais alarmante, por se tratar de uma economia mais avan­çada do que a dos demais países da região. No índice global de competitividade, ele ocupa o 51º lugar de um total de 138, tendo subido seis pontos graças a uma eficiência maior de seus mercados, e mantém uma longa série de fatores que assustam os investidores: a corrupção, o mais grave, é seguida pelo crime orga­nizado e outros fatores ad­ministrativos como a ine­ficiência da burocracia e a política fiscal.
“A educação básica continua a ser uma fragi­lidade significativa para a sua competitividade se comparada a outros líderes regionais e mundiais, além do fato de que a qualidade institucional recuou. A eco­nomia mexicana foi atingi­da pela queda dos preços do petróleo, um comércio internacional fraco e a con­sequente queda na produ­ção industrial”, assinala o Foro em seu texto sobre o México.
Crise ambiental urbana - A corrupção nesse país latino-americano não ape­nas afeta negativamente a possibilidade de realiza­ção de negócios, de acordo com o índice, mas também atinge o seu meio ambien­te. Em março, a capital mexicana passou pela sua pior crise ambiental em 14 anos: a poluição do ar su­biu a níveis perigosos para a saúde da população e o Governo local aplicou um polêmico programa para reduzir imediatamente o nível de partículas tóxicas.
Em relatório publicado em maio, o próprio Fórum re­latava uma série de práticas que frustram as tentativas realizadas de melhorar a qualidade do ar: subornos nos centros de verificação veicular; transportes públi­cos sob controle privado, o que fragiliza a fiscalização; e “malversação de fundos na nova linha do metrô da Cidade do México, inau­gurada em 2012 e fechada pouco depois devido a fa­lhas estruturais.

Em tempo: Atualmente, com a ajudinha de alguns togados, o Brasil deve ser o segundo país mais corrupto.
Link
Notícias Relacionadas »
Comentários »