18/04/2017 às 18h01min - Atualizada em 18/04/2017 às 18h01min

Reforma da Previdência esvazia polícias Civil e Militar do DF

Policiais mais velhos estão correndo para se aposentar com medo das novas regras. Efeito Previdência pode piorar segurança na capital.

M
 

A Reforma da Previdência ainda nem saiu do papel e já causa estragos na combalida Segurança Pública do Distrito Federal. Com medo das mudanças que a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 287/2006 devem trazer, policiais estão correndo para se aposentar.

 

Só nesta segunda-feira (17/4), o Diário Oficial do DF publicou autorização para 18 policiais civis se aposentarem. Segundo o governo local, nos dois primeiros meses deste ano, 95 já conseguiram o benefício. Na Polícia Militar, de acordo com o GDF, houve aumento de 413% no total de pedidos de aposentadoria apresentados até 24 de março, quando comparado ao mesmo período do ano passado: em 2016, apenas 246 PMs pediram baixa do serviço, enquanto neste ano foram 1.263.

 

Em análise no Congresso, a PEC 287/2006 propõe alterações significativas no sistema previdenciário nacional, como o aumento da idade mínima para as aposentadorias e do período de contribuição para o recebimento integral do benefício. A proposta deixa de reconhecer o trabalho policial como atividade de risco. Assim, se a PEC for aprovada como está, os servidores da segurança pública de todo o país passariam a se aposentar a partir dos 65 anos, como os demais brasileiros.

Para o Sindicato dos Policiais Civis do Distrito Federal (Sinpol-DF), a proposta é uma ameaça à sociedade e resultará em uma polícia cada vez mais envelhecida nas ruas. De acordo com a entidade, se antes os servidores da segurança do DF, considerados os mais bem pagos do país, seguiam trabalhando mesmo com tempo de contribuição à Previdência suficiente para encerrar a carreira, agora, eles tentam parar na primeira oportunidade.

 

Protesto

Cerca de 3 mil agentes de segurança de todo o país estão nesta terça (18) no gramado em frente ao Congresso Nacional, protestando contra a PEC 287. Representantes de diversas forças, como os policiais civis do DF, espalharam cruzes pelo gramado e acompanharão, ali, a leitura do relatório da comissão especial que aprecia a Reforma da Previdência.

 

 

A Reforma da Previdência ainda nem saiu do papel e já causa estragos na combalida Segurança Pública do Distrito Federal. Com medo das mudanças que a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 287/2006 devem trazer, policiais estão correndo para se aposentar.

 

Só nesta segunda-feira (17/4), o Diário Oficial do DF publicou autorização para 18 policiais civis se aposentarem. Segundo o governo local, nos dois primeiros meses deste ano, 95 já conseguiram o benefício. Na Polícia Militar, de acordo com o GDF, houve aumento de 413% no total de pedidos de aposentadoria apresentados até 24 de março, quando comparado ao mesmo período do ano passado: em 2016, apenas 246 PMs pediram baixa do serviço, enquanto neste ano foram 1.263.

 

Em análise no Congresso, a PEC 287/2006 propõe alterações significativas no sistema previdenciário nacional, como o aumento da idade mínima para as aposentadorias e do período de contribuição para o recebimento integral do benefício. A proposta deixa de reconhecer o trabalho policial como atividade de risco. Assim, se a PEC for aprovada como está, os servidores da segurança pública de todo o país passariam a se aposentar a partir dos 65 anos, como os demais brasileiros.

Para o Sindicato dos Policiais Civis do Distrito Federal (Sinpol-DF), a proposta é uma ameaça à sociedade e resultará em uma polícia cada vez mais envelhecida nas ruas. De acordo com a entidade, se antes os servidores da segurança do DF, considerados os mais bem pagos do país, seguiam trabalhando mesmo com tempo de contribuição à Previdência suficiente para encerrar a carreira, agora, eles tentam parar na primeira oportunidade.

 

Protesto

Cerca de 3 mil agentes de segurança de todo o país estão nesta terça (18) no gramado em frente ao Congresso Nacional, protestando contra a PEC 287. Representantes de diversas forças, como os policiais civis do DF, espalharam cruzes pelo gramado e acompanharão, ali, a leitura do relatório da comissão especial que aprecia a Reforma da Previdência.


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