21/04/2017 às 08h40min - Atualizada em 21/04/2017 às 08h40min

​Homenagem do Correio de Santa Maria

Brasília, 57 anos de encanto e muita beleza.

Correio de Santa Maria

 
Em 1955, o governo de Goiás criou a Comissão de Cooperação para a Mudança da Capital e desapropriou a área escolhida para instalar o Distrito Federal. Na campanha presidencial em 1955, o candidato Juscelino Kubitschek, incluiu a construção de Brasília como meta-síntese de seu programa de governo. Eleito presidente, JK  em abril de 1956 encaminhou  ao Congresso Nacional a Mensagem de Anápolis, criando a Companhia Urbanizadora da Nova Capital NOVACAP. Em setembro do mesmo ano, a mensagem tornou-se lei. Em outubro de 1956 Juscelino Kubitschek desembarcou pela primeira vez no Planalto Central com o arquiteto Oscar Niemeyer, os engenheiros Israel Pinheiro e Bernardo Sayão, o governador de Goiás, José Ludovico de Almeida. No mesmo mês foi construído o Catetinho, hoje tombado pelo Patrimônio Histórico Nacional. O concurso para o Plano Piloto foi realizado em 1957. Entre 26 concorrentes venceu o projeto de Lucio Costa, segundo os membros do júri, por ser “um projeto coerente, racional, de essência urbana”.
            A equipe de Lucio Costa e o grupo de Oscar Niemeyer projetaram em curto espaço de tempo os prédios públicos e grande parte da área residencial da nova cidade. Em outubro de 1957 JK sancionou lei fixando a data da transferência da capital: 21 de abril de 1960.   Como primeiro presidente da NOVACAP, o engenheiro Israel Pinheiro deu início aos trabalhos de terraplenagem. As grandes máquinas acionadas pelos candangos – trabalhadores vindo espontaneamente de todos os pontos do país, sobretudo do Nordeste – começaram a tornar realidade o Plano Piloto elaborado pelo urbanista Lucio Costa e executado pelo arquiteto Oscar Niemeyer. Quatro dias antes da inauguração, Israel Pinheiro foi nomeado Prefeito de Brasília, em 17 de abril de 1960. Visionário, Juscelino Kubitschek afirmou ao inaugurar a capital. “Deste planalto central, desta solidão que em breve se transformará em cérebro das altas decisões nacionais, lanço os olhos mais um vez sobre o amanhã do meu país e antevejo esta alvorada com fé inquebrantável e uma confiança sem limites no seu grande destino”. Em novembro de 1956, houve pela primeira vez eleições na capital, mas apenas para a Assembléia Nacional Constituinte com a eleição de oito deputados federais e três senadores.  Com uma área total de 5.789,16 quilômetros quadrados. Brasília, que tem um dos melhores índices de Desenvolvimento Humano do País (IDH), também ganhou destaque nacional como uma das cidades com melhor qualidade de vida do Brasil incluindo educação e saúde.
            Além de seus encantos próprios, Brasília é pródiga, por propiciar ao viajante, em seus arredores, um fundo mergulhar em um tempo ido. Desconcertante realidade. Pródiga visão de futuro. Brasília extravasa os limites clássicos de uma cidade. Íntima do firmamento, a capital do terceiro milênio é uma sinfonia. Composta por ventos, envolta em azul, banhada pelas matrizes se um sol resplandecente, zeloso de sua magia, criador de um anoitecer indescritível, em rosa, solferino, magenta(é uma cor-pigmento primária e cor-luz secundária, resultado da mistura das luzes azul e vermelha. Sua cor complementar é o verde. ) e prata. E onde a lua, quando é cheia, quando é céu, não é apenas onipotente. É, como a terra e as águas que banha, grandiosa. E generosa como alma do povo brasileiro. Parabéns Brasília pelos seus 57 anos
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