15/06/2021 às 22h06min - Atualizada em 15/06/2021 às 22h06min

MEA CULPA

MAJOR - BRIGADEIRO JAIME RODRIGUES SANCHEZ
MAJOR-BRIGADEIRO JAIME RODRIGUES SANCHEZ

504 GUARDIÕES DA NAÇÃO

 

O Brasil está podre, parte da responsabilidade por chegarmos a tal ponto de degradação moral das instituições cabe às Forças Armadas, e essa responsabilidade poderá mais uma vez recair sobre nós, pela mesma razão, se não forem adotadas medidas contundentes que permitam a consecução dos anseios da sociedade, expressas em mais de 57 milhões de votos, para a erradicação definitiva das forças do mal que ameaçam o futuro da Nação.

No início da década de 60, o País trilhava celeremente rumo ao precipício, assolado pela corrupção, a decadência econômica e com a ameaça do comunismo batendo à nossa porta.

Em sua carta de demissão, o Presidente Jânio Quadros revelou que “forças terríveis o levaram a fazê-lo”, identificadas como sendo “a corrupção, a mentira e a covardia que subordinam os interesses gerais aos apetites e às ambições de grupos ou indivíduos, inclusive do exterior”.

Essas palavras refletem exatamente o momento atual e são uma advertência às Forças Armadas, poder moderador, para que não permitam que tais distorções, já presentes, nos levem a um retrocesso catastrófico.
 

Após o movimento democrático de 1964, um período de recuperação vertiginosa nos diversos setores da vida nacional fez o País emergir rapidamente e colocar-se em posição de destaque no cenário internacional, fazendo renascer a dignidade do povo e o orgulho de ser brasileiro, retratados em cantos e versos daquela época, quando o hino e a bandeira nacionais eram cultuados com altivez em festividades, competições e estabelecimentos escolares.

Os governos militares, prolongando a volta à normalidade, ignoraram o princípio que consolida a vitória, o aproveitamento do êxito, permitindo a perda de parte dos resultados obtidos.
 

A permanência de parlamentares corruptos no governo, em troca de apoio político, inviabilizou o plano de saneamento e organização idealizado pelo General Castelo Branco e alimentou o monstro que hoje ameaça nos engolir, parido pelos vermes remanescentes daquela geração. 
 

Um dos principais erros cometidos foi a promulgação em 1979 da fatídica lei da anistia, acreditando, ingenuamente, que seria ampla, geral e irrestrita. Com ela, introduzimos num organismo ainda debilitado vírus perigosos como Leonel Brizola, Miguel Arraes, Vladimir Palmeira e Luiz Carlos Prestes, banidos com o exílio, mas não erradicados definitivamente do cenário político, além da libertação de centenas de criminosos e terroristas presos no Brasil. 
 

Essa falha estratégica exacerbou a bipolaridade ideológica, trazendo o caos social, caracterizado por conflitos, atentados e denúncias de tortura, que acabariam por dar margem ao governo petista, em 2002, para criar uma indenização para “perseguidos políticos”, que alcançou no final de 2018, segundo a revista Isto É, mais de 39 mil beneficiários, dentre eles, Lula, Dilma, José Dirceu, José Genoíno, Rui Falcão e muitos outros correligionários, consumindo um total de 9,9 bilhões de reais, com indenizações milionárias e injustificáveis.
 

Na trajetória de demonização do movimento de 64, a ex-presidenta terrorista instalou em 2012 uma “Comissão da Verdade”, cujo objetivo era investigar crimes cometidos por agentes representantes do Estado durante o período da “Ditadura Militar”, omitindo os atos terroristas como assassinatos, assaltos a bancos, sequestros e depredações de patrimônio público, praticados inclusive pela própria Presidenta. 
 

Não reagimos à altura da gravidade desses dois fatos totalmente descabidos e unilaterais.

Hoje, os anseios da sociedade e os riscos latentes são os mesmos de 1964, mas a conjuntura é totalmente diversa. 

O inimigo ampliou seu exército e segue à risca um sofisticado planejamento de guerra, com propaganda antigovernamental intensiva e o aparelhamento de instituições estratégicas, especialmente nas áreas jurídica, política e educacional, que agem constantemente conforme o planejado, para inviabilizar e desestabilizar o governo.
 

No passado, uma terrorista infiltrada no Palácio do Planalto criou a Comissão da Verdade para punir nacionalistas, protegendo os verdadeiros inimigos do País.

Hoje, o Senado Federal, usando ferramenta similar, escolhe senadores da mais baixa estirpe para presidir, relatar e votar numa Comissão Parlamentar de Inquérito, com a qual pretende alcançar os mesmos objetivos. 
 

Em meio a discursos hipócritas e perguntas viciadas para completar lacunas do seu relatório pré-fabricado, tentam induzir os depoentes e, quando contrariados em seus objetivos, reagem humilhando, desacatando e ameaçando de prisão homens e mulheres que realmente estão lutando para reduzir o sofrimento dos brasileiros nessa tragédia sanitária que assola o País. 
 

Na defesa do governo, vemos apenas as intervenções aguerridas do competente senador Marcos Rogério e algumas tímidas aparições do “imparcial” senador Eduardo Girão, enquanto a tropa de choque da cloroquina exerce uma oposição ferrenha, comandada pelo presidente, seu vice, o relator e o restante da corja, formada pelo Drácula, o Jacaré, o Cavanhaque, o Cerrado, todos amigos da Odebrecht, além de outros covardes que se autodenominam independentes, por medo da opinião pública.
 

Para isso, usam o tratamento precoce da COVID e a compra de vacinas como cortina de fumaça, ao invés de apurar o desvio de bilhões de reais distribuídos pelo governo federal, que deu origem ao segundo requerimento da CPI, o qual pretende ouvir os governadores e prefeitos suspeitos de desviar os recursos destinados ao enfrentamento da pandemia.
 

Imediatamente, entrou em ação o manto sagrado da impunidade, sempre interpretando a Constituição sob um olhar lascivo e distorcido, para estender aos governadores e prefeitos os benefícios de um artigo da Constituição destinado a proteger o Presidente da República, ressaltando ainda que a CPI também investiga os destinos dado a recursos federais. 
 

Art. 50: “A Câmara dos Deputados e o Senado Federal, ou qualquer de suas comissões, poderão convocar Ministro de Estado ou quaisquer titulares de órgãos diretamente subordinados à Presidência da República”.
 

É claro que esse dispositivo diz respeito exclusivamente ao Presidente da República. O fato de o artigo permitir convocar um determinado universo de servidores restringe-se a esse universo e não significa o direito de vetar outros que não pertençam a ele.
 

Por outro lado, se fôssemos extrapolar esse artigo para o âmbito estadual ou municipal, diríamos que nenhuma comissão de investigação naqueles níveis poderia convocar o respectivo Governador ou Prefeito.
 

No entanto, para o contorcionismo oportunista das divindades togadas, tudo é possível.

Neste caso, que tragam para depor seus secretários de saúde que, diferentemente dos servidores do governo federal, que nada têm a esconder, certamente irão entregar as falcatruas dos seus chefes para livrar as próprias caras, desde que sejam  interrogados nos mesmos moldes do que está sendo feito até agora, o que acho pouco provável devido ao comprometimento e ao caráter dos inquisidores.
 

O fato é que se esta investigação não seguir os rumos do mensalão e do petrolão, para desvendar esse esquema genocida de corrupção, entrará para o guiness book como a maior farsa do mundo, desde o julgamento do outro Messias pelo imperador Pôncio Palitos.
 

O exército do mal está próximo de desfechar o golpe final, seja pela tentativa de um improvável impeachment do Presidente, com base na CPI da cloroquina, seja pela anulação da chapa vencedora das eleições presidenciais de 2018, ou usando, em última instância, uma eleição fraudada pelas urnas eletrônicas em 2022.
 

BRASIL ACIMA DE TUDO, DEUS ACIMA DE TODOS. 


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