22/07/2021 às 20h04min - Atualizada em 22/07/2021 às 20h04min

Bolsonaro diz que não admitirá apuração de votos “secreta” do TSE

Presidente declarou não querer a apuração de "meia dúzia de pessoas com uma chave criptográfica" em "sala secreta lá no TSE"

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) disse, na manhã desta quinta-feira (22/7), em entrevista à Rádio Banda B, parceira do Metrópoles, que não pode “admitir” que as eleições sejam apuradas por “meia dúzia de pessoas com uma chave criptográfica” em “sala secreta lá no Tribunal Superior Eleitoral”.
 
“Não posso admitir que meia dúzia de pessoas tenham a chave criptográfica de tudo e, de forma secreta, contem votos numa sala secreta lá no Tribunal Superior Eleitoral. Isso não é admissível. A própria Constituição fala em contagem pública dos votos, quero transparência”, argumentou o chefe do Executivo nacional.
 
O mandatário voltou a citar a prova que apresentará, na semana que vem, sobre suposta fraude nas eleições de 2014. Nas quais, segundo alega, o candidato Aécio Neves (PSDB) teria vencido a então presidente Dilma Rousseff (PT).
 
“Vai ser bastante objetiva para todos entenderem da inconsistência e vulnerabilidade, temos aí várias ciências e podemos falar em probabilidade”, disse o titular do Planalto.
 
Bolsonaro também repetiu que ganhou as eleições de 2018 no primeiro turno e que tem provas disso. Não afirmou, no entanto, quando, e se, as apresentará. “Vou aguardar dados da minha eleição, que, no meu entendimento, nós ganhamos no 1º turno”, declarou.
 
 
Barroso
Durante a entrevista, Jair Bolsonaro também relatou, com ironia, o suposto “entendimento” que o presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Luís Roberto Barroso, teve com líderes de partidos sobre o voto impresso.
 
“De repente, ministro Barroso, do nada, vai para dentro do Parlamento se reunir com líderes partidários. Nos dias seguintes, os líderes trocam integrantes da comissão e colocam parlamentares contrários à aprovação desse projeto, ou seja, querem ver se matam o projeto na comissão”, sugeriu Bolsonaro.
 
“Isso é interferência clara do ministro Barroso no processo legislativo. Ele tem medo do quê? Tá apavorado, por quê? Ele estaria refém de alguém? Acredito que não, mas é um dado bastante preocupante. Nós estamos nos antecipando a possíveis problemas”, assinalou.
 
Em junho, Barroso disse ter recebido “com satisfação” a manifestação de 11 partidos feita a favor da manutenção do sistema atual de votação e contra o voto impresso. PSDB, DEM, PP, MDB, PSD, PSL, Avante, Republicanos, PL, Solidariedade e Cidadania disseram que vão procurar Barroso para estreitar relações.
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