21/08/2021 às 09h57min - Atualizada em 21/08/2021 às 09h57min

Alvo de operação da PF, caminhoneiro Zé Trovão desafia STF: “Não tenho medo”

Ele convocou apoiadores do presidente Jair Bolsonaro a tomarem as ruas mesmo se os organizadores estiverem presos

Em uma transmissão ao vivo, nesta sexta-feira (20/8), depois de ser alvo de busca e apreensão pela Polícia Federal, o caminhoneiro conhecido como Zé Trovão, convocou militantes apoiadores do presidente Jair Bolsonaro a tomarem as ruas no dia 7 de setembro, mesmo se ele e outros investigados estiverem presos.
 
O caminhoneiro teve o celular apreendido por determinação do o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, em uma operação que também mirou os cantores Sérgio Reis e Eduardo Araújo, o deputado Otoni de Paula (PSC-RJ) e Antonio Galvan, presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja).
 
A operação consistiu no cumprimento de 13 mandados de busca e apreensão contra os suspeitos de organizarem um ato, no Dia da Independência, com ataques a instituições.
 
“Nós não vamos baixar a cabeça. Sete de setembro cada dia maior”, disse o caminhoneiro em live, ao lado do também caminhoneiro e alvo da operação Turíbio Torres. “Vamos colocar dois milhões acampados em Brasília”, convocou.
 
A pedido da subprocuradora-geral da República, Lindôra Araújo, Moraes determinou que o Banco Central bloqueio uma conta vinculada ao ato considerado contra a democracia. O ministro também proibiu que os investigados se aproximem da Praça dos Três Poderes, dos ministros da Suprema Corte e dos senadores da República. Eles deverão manter distância de, no mínimo, 1 km.
 
O objetivo, segundo o ministro, é “evitar a prática de infrações penais e preservação da integridade física e psicológica dos ministros, senadores, servidores ali lotados, bem como do público em geral que diariamente frequenta e transita nas imediações”.
 
Diante das limitações, Zé Trovão pediu que seus seguidores não se incomodem e continuem engajados na organização da manifestação.
 
 “Se eu ficar preso hoje, não me importa. Se o Turíbio ficar preso hoje, não se importe”, disse o caminhoneiro. “Lutem por nós. Se nós estivermos presos, lutem por nós no dia 7 de setembro”, convocou.
 
“Apreenderam meu telefone e eu agora estou aqui com esse telefone emprestado. Eu digo para vocês: vamos para a luta. Dia 7 de setembro, não desistam desse movimento porque esse movimento vai salvar o país. Eu não estou de cabeça baixa. Eu não tenho medo, eu sei muito bem dos riscos que eu estou correndo”, disse.
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