29/03/2024 às 08h47min - Atualizada em 29/03/2024 às 08h47min

Fugitivos de Mossoró: força-tarefa será desmobilizada

Será mantido em Mossoró apenas o trabalho investigativo da Polícia Federal, que contará com o apoio de forças de segurança locais

​Rogério e Deibson fugiram do presídio de Mossoró em 14 de fevereiro | Reprodução

Passados mais de 40 dias da fuga de Deibson Cabral Nascimento e Rogério da Silva Mendonça da Penitenciária Federal de Mossoró, a força-tarefa criada para conduzir as buscas pelos foragidos começará a ser desmobilizada nesta sexta-feira, 29.

Segundo a TV Globo, o aparato operacional, com policiais rodoviários federais e outros agentes de segurança, deverá retornar às bases de origem.

Polícia Federal, que contará com o apoio de forças de segurança locais, como as polícias Civil e Militar.

Uso da Força Nacional não foi renovado
A Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen) informou na quarta-feira, 27, que o Ministério da Justiça e Segurança Pública, chefiado por Ricardo Lewandowski, não iria renovar o uso da Força Nacional nas buscas pelos fugitivos da Penitenciária Federal de Mossoró.

Em 20 de março, o uso da Força Nacional havia sido renovado por 10 dias.

A Força Nacional colocou 100 agentes e 20 viaturas para atuar na captura de Rogério e Deibson.

Adotados pelo CV do Rio
A fuga dos foragidos da Penitenciária Federal de Mossoró está sendo mantida por membros do Comando Vermelho do Rio de Janeiro, e não do Acre, de onde são originários.

Segundo os investigadores, o braço acriano da facção criminosa rompeu com Rogério da Silva Mendonça e Deibson Cabral Nascimento. Eles foram jurados de morte pelas lideranças do CV no Acre –Railan Silva dos Santos e Selmir da Silva Almeida Melo.

A ameaça foi desencadeada após Rogério e Deibson realizarem uma tentativa frustrada de assassinar Railan e Selmir para assumirem o controle do Comando Vermelho no Acre.
A rede de apoio do Comando Vermelho

O Comando Vermelho está financiando uma rede de apoio para ajudar na fuga de Rogério e Deibson.

A investigação da Polícia Federal aponta que a rede criada pela facção criminosa auxilia os foragidos a se manterem em áreas rurais, fornecendo apoio para alimentação, bebidas, transporte e armas de fogo.


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