11/06/2024 às 11h35min - Atualizada em 11/06/2024 às 11h35min

Policial civil que fez ameaças de morte contra promotor de Justiça é preso no Acre

Prisão ocorreu neste domingo (9) na capital acreana. Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (Gaeco) deve conduzir investigações para apurar ameaças contra promotor Tales Tranin, do MP-AC.

​Tales Tranin é promotor de Justiça do MP-AC; investigações do Gaeco apontam para policial civil que proferia ameaças de morte — Foto: Quésia Melo/Rede Amazônica Acre

O policial civil investigado por proferir ameaças de morte contra o promotor de Justiça Tales Tranin, do Ministério Público do Acre (MP-AC), foi preso neste domingo (9) em Rio Branco. Na ocasião, foi cumprido o mandado de prisão, requerido pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), que atua de forma independente.

A prisão foi cumprida pela Polícia Civil em conjunto com a 1ª Promotoria de Justiça Criminal, que conduz as investigações com o Gaeco desde que houve o conhecimento destas ameaças, ainda em abril deste ano, quando o caso foi encaminhado pela Procuradoria-Geral de Justiça.

Além disto, foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão contra o acusado, que não teve a identidade divulgada desde que o caso ganhou repercussão.

No entanto, o policial responde a processos no âmbito da Corregedoria de Polícia, segundo o governo do estado. O g1 entrou em contato com o promotor, que disse que não irá se pronunciar sobre o caso. "Sobre as ameaças, procurem o Gaeco, eles que podem falar sobre isso", resumiu.

As investigações já haviam sido feitas pelo MP. Em nota, publicada no dia 4 de junho, o órgão disse que medidas administrativas foram tomadas para manter a integridade física de Tranin. Ainda segundo o MP, o processo está em segredo de justiça.

O g1 também tentou contato com o coordenador do Gaeco, promotor Bernardo Albano, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem.

Segundo o governo do Acre, que também divulgou uma nota pública na segunda-feira (3), foi aberto um procedimento investigatório para apurar os fatos, no âmbito da Corregedoria-Geral da Polícia Civil.

"Existem processos administrativos disciplinares (PADs) findos e em andamento em relação a policiais civis, e em todos observamos as garantias constitucionais como a ampla defesa e o contraditório. Mais, alguns desses procedimentos estão no âmbito de outras esferas do governo, inclusive com decisão da nossa instituição pela demissão", disse.


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