18/11/2017 às 07h15min - Atualizada em 18/11/2017 às 07h15min

PCDF deflagra segunda fase de operação contra a Máfia das Funerárias

Estão sendo cumpridos 22 mandados de busca e apreensão e 11 conduções coercitivas em nove regiões do DF, entre elas Ceilândia e Taguatinga

Metrópoles

A Corregedoria-Geral da Polícia Civil deflagrou, na manhã desta sexta-feira (17/11), a segunda fase da Operação Caronte. Na mira das investigações estão médicos, funcionários de hospitais e empregados de funerárias que integram uma máfia que age em todo o Distrito Federal. Estão sendo cumpridos 22 mandados de busca e apreensão e 11 conduções coercitivas (em que as pessoas são obrigadas a depor) em nove regiões do DF, entre elas, Ceilândia, Taguatinga e Samambaia.

 

As buscas envolvem pelo menos 20 funerárias, clínicas e residências de suspeitos. Segundo a polícia, o esquema criminoso envolve a falsificação de atestados de óbitos e a cobrança de preços superfaturados de famílias que precisam organizar velório e enterro de parentes. Os investigados cobravam até R$ 6 mil das vítimas – preço muito acima do mercado, segundo a PCDF.

 

De acordo com uma fonte policial ouvida pelo Metrópoles, os principais envolvidos foram presos na primeira fase da ação, mas parte do esquema foi mantido pelos suspeitos que, hoje, foram conduzidos coercitivamente.

 

“Conseguimos provocar um baque muito grande nessa máfia, mas ainda restavam alguns intermediários, médicos e funcionários de funerárias que ainda praticavam crimes, como fraudar os atestados de óbito”, explicou o policial.

 

O caso

As apurações da polícia indicam que a organização criminosa enganava as vítimas com a promessa de que o atestado de óbito sairia de graça. Mas, na verdade, estava tudo embutido no preço do velório e do enterro. A investigação mostrou que o grupo utilizava o sistema de rádio do Instituto Médico Legal (IML) e chegava aos locais onde tinham pessoas com morte aparentemente natural antes do rabecão.

 

Durante as buscas realizadas na primeira fase da Operação Caronte, os agentes encontraram duas armas e diversos equipamentos que copiavam a frequência da corporação.

 

Os investigadores identificaram a ação de dois grupos criminosos ligados ao ramo de serviços funerários, como sepultamento, embalsamento, cremação e traslado de corpos, entre outros. Os suspeitos cobravam o atestado de óbito e o encaminhava para funerárias envolvidas no esquema. Os criminosos, geralmente, se passavam por servidores do IML.


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