10/03/2018 às 06h57min - Atualizada em 10/03/2018 às 06h57min

Criança de quatro anos some de escola e é encontrada na rua

Jbr

Uma mãe de Santa Maria passou um susto dos grandes na última terça-feira. Era por volta das 9h quando ela recebeu a notícia de que a filha de quatro anos, Maria Fernanda, havia sumido do Caic da 215/315 de Santa Maria, após ter sido deixada pelo motorista da van que a transporta.

Ana Carolina Nunes, 22, nem gosta de lembrar do tempo que ficou sem saber onde a filha estava. O motorista teria buscado a garota e a irmã mais velha, de sete anos, que estudam no mesmo colégio. Isso por volta das 6h40. Às 9h, o mesmo homem ligou para avisar do sumiço. Ele teria feito isso após voltar à escola e conferir se a menina estava lá.

“Eu pensei que nunca mais minha veria minha filha. Fiquei tão assustada”, afirma a jovem, que está grávida de sete meses da quarta filha. Funcionários da escola começaram a procurá-la por todos os cantos da escola e, em seguida, fora dela. Ana, preocupada, foi à 33ª DP, mas foi informada que não poderia registrar um boletim de ocorrência tão recente, e que precisaria pegar as imagens de circuito da escola. Porém, o colégio não tem circuito interno.

A menina só foi encontrada por volta das 11h30 em um Ponto de Encontro Comunitário (PEC) da 312/313, a um quilômetro da escola. Perguntada sobre o que teria acontecida, a criança disse que uma professora a teria levado para brincar.

Versões

O motorista que transportou a menina, que se identificou ao JBr. apenas como Cledson, garante ter deixado a menina no colégio certo, mas no pátio e não na sala de aula junto à professora, como seria o combinado. “Não sei de quem foi a culpa, mas houve um erro. Eu fiz tudo certo, como faço há 18 anos e nunca tive reclamação”, alegou o homem.

A diretora do Caic da 215/315, Patrícia Barboza, também garantiu que nunca havia ocorrido um fato parecido. Ela questiona a postura do motorista, que, em um primeiro momento, teria falado que tinha levado a menina até a professora, mas depois disse que só foi até o pátio. Outra condição seria que ele, ao ir à escola fazer a “vistoria” que sempre faz, procurou diretamente Maria Fernanda, como se já soubesse de algo.

A responsável pela unidade assegura que deu toda a assistência necessária à família e está disponível para outros esclarecimentos. Sobre a falta de câmeras de segurança, a diretora afirma que o dinheiro da escola é insuficiente para isso, mas pensa em instalar esses equipamentos no futuro.


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