15/03/2018 às 13h26min - Atualizada em 15/03/2018 às 13h26min

Desviaram mais de R$ 1 bi no transporte de Brasília

Agência Brasil

Desviaram mais de R$ 1 bi no transporte de Brasília

MARCOS MACHADO 15/03/2018 0
Desviaram mais de R$ 1 bi no transporte de Brasília

Desviaram mais de R$ 1 bi no transporte de Brasília

A Polícia Civil e o Ministério Público do Distrito Federal deflagraram na manhã desta quinta-feira (15) operação para investigar suposto esquema criminoso criado para fraudar o Sistema de Bilhetagem Automática (SAB) do Transporte Urbano do Distrito Federal (DFTrans). Segundo investigações preliminares, o prejuízo aos cofres públicos pode ultrapassar R$ 1 bilhão.

Estão sendo cumpridos 38 mandados em várias regiões administrativas de Brasília e, ainda, em João Pessoa (PB) e Recife (PE), sendo 17 de prisão temporária e 21 de busca e apreensão. Entre os principais alvos da Operação Trickster estão o auditor fiscal Pedro Jorge Brasil e sua esposa, Hedvane Ferreira, detidos em casa.

Jorge Brasil também vem sendo investigado no âmbito da Operação Check List, deflagrada no ano passado para apurar a existência de organização criminosa envolvendo servidores públicos da Secretaria de Mobilidade do Distrito Federal (Semob), suspeitos de fraudar a vistoria de ônibus.

A fraude no sistema de bilhetagem começou a ser investigada há cerca de quatro meses. Segundo a Polícia Civil, os suspeitos compravam créditos para transporte em nome de empresas criadas para servir o esquema. Os créditos fraudulentos eram descarregados em permissionários coniventes, no sistema de transporte. Na sequência, os créditos eram ressarcidos pelos cofres públicos.

Segundo a Polícia Civil, o grupo operava de forma ordenada, com clara divisão de tarefas. Enquanto um grupo inseria as informações falsas no sistema – como dados das empresas e de supostos funcionários – outro grupo validava a compra de créditos dos vales-transporte fraudulentos. Um terceiro grupo se encarregava de descontar os créditos dos cartões, de forma que os créditos fossem transformados em dinheiro vivo, por meio do ressarcimento pelo governo.

Os integrantes do grupo criminoso são investigados pelos crimes de associação criminosa, estelionato, peculato, inserção de dados falsos em sistema de informação.

Procurados, o DFTrans e a Semob ainda não se pronunciaram sobre o caso. Mais detalhes sobre as investigações e o balanço do cumprimento dos mandados serão divulgados durante coletiva de imprensa, a partir das 14 horas.

 

(Com ABr)


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