25/03/2018 às 07h19min - Atualizada em 25/03/2018 às 07h19min

UMA MACEIÓ DESCONHECIDA

ÁREA RURAL REVELA PERSONAGENS QUE NÃO TROCAM TRANQUILIDADE POR NADA

Gazeta de Alagoas
A estrada de barro leva ao verde, que leva à simplicidade, que leva à calmaria, mas também à escassez de serviços. Os caminhos até a área rural – que ocupa mais da metade do território de Maceió, quase 300 quilômetros quadrados dos cerca de 512 – revelam personagens que nasceram e cresceram no meio do mato e que não trocam o silêncio pelo barulho do mar e os transtornos de uma capital.

A reportagem da Gazeta de Alagoas conversou com alagoanos que vivem em casas de taipa, fincadas entre plantações da cana--de-açúcar, eucaliptos, coqueiros e rios. Ouvimos Lidiane, que sofre em busca de água para lavar roupas e louças; o aposentado Artur, que tem medo de andar de carro; o senhor Paulo, pai de oito filhos, que nasceu e cresceu numa fazenda e adoece toda vez que é obrigado a resolver algo na capital. Também tem a Maria Cícera, uma mulher risonha que cria os netos, mas que por causa da distância não conseguiu mantê-los na escola.

Alagoanos que ensinam um pouco mais sobre a simplicidade, sentimentos e sensações que na correria do dia a dia, do trânsito, do horário a cumprir, a gente não percebe. Pessoas que ainda sorriem de coisas que parecem bobas e não carregam o lado tão sisudo da vida. Alguns sofrem, ainda, com a falta de água nas torneiras, com a dificuldade de encontrar escola para os filhos e netos e posto de saúde mais perto.

A área rural de Maceió – de canto a canto – tem menos de 700 moradores, uma fatia quase esquecida, talvez por isso mesmo muitas famílias não tenham acesso ao básico. Os dados sobre ocupação urbana e rural são do Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 2010.
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