01/10/2018 às 06h57min - Atualizada em 01/10/2018 às 06h57min

Em rave regada a drogas e álcool, PM encontra até mãe com bebê de colo

Organizador da festa desacatou os policiais e acabou detido, com outras oito pessoas. “Na minha casa ninguém entra, seus merdas”, desafiou

Metrópoles

Uma festa rave no Condomínio Ouro Vermelho 1, no Jardim Botânico, deu muito trabalho à polícia do DF neste domingo (30/9). Vizinhos pediram ajuda alegando que dezenas de pessoas estavam no local, embaladas em som alto, drogas e bebidas alcoólicas, com a presença de adolescentes e até crianças. A Polícia Militar foi recebida pelo organizador da festa. Segundo a corporação, ele proibiu o acesso ao imóvel e desacatou os policiais ao dizer: “Na minha casa ninguém entra, seus merdas”.

Diante da situação de flagrante e com apoio da Patamo, os policiais entraram na residência e deram voz de prisão ao dono do local, que resistiu e continuou com o xingamento. De acordo com a PM, pessoas foram flagradas com substâncias entorpecentes, como maconha, cocaína, haxixe e ecstasy.

A PM relatou ainda que havia muita bebida alcoólica e adolescentes, principalmente meninas, com sintomas de embriaguez, inclusive uma mãe com criança de colo. O Conselho Tutelar foi acionado.

Em função do estado exaltado de pessoas que participavam da rave, a Polícia Militar explicou que foi necessário o uso de algemas para proteção dos agentes de segurança e dos próprios envolvidos. Foram registrados os crimes de injúria, desacato, perturbação da tranquilidade, resistência, uso e porte de substância entorpecente. Nove pessoas foram detidas.

Cerco a raves
As raves entraram na mira da Polícia Civil do DF após a morte da universitária Ana Carolina Lessa, 19 anos, em junho deste ano. A jovem foi a segunda vítima fatal por uso da n-etilpentilona em todo o país.

Os policiais querem descobrir como a droga chegou às mãos da estudante e se havia distribuição de n-etilpentilona na festa rave Arraiá Psicodélico, realizada na zona rural do Recanto das Emas. De acordo com a Polícia Federal, apenas duas apreensões do entorpecente foram feitas no Brasil até hoje, em Santa Catarina e no Rio Grande do Norte.

Segundo a delegada-chefe da 3ª DP, Cláudia Alcântara,  testemunhas confirmaram a presença da droga no evento e o uso feito pela vítima.

 

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