07/01/2019 às 07h13min - Atualizada em 07/01/2019 às 07h13min

Palocci inicia depoimentos ao MPF sobre desvios em fundos de pensão

Ex-ministro de Lula e Dilma falará à Procuradoria, em Brasília, no âmbito das investigações da Operação Greenfield

METRÓPOLES

O ex-ministro Antonio Palocci inicia nesta segunda-feira (7/1) uma série de três depoimentos ao Ministério Público Federal (MPF), em Brasília, no âmbito das investigações da Operação Greenfield, que apura supostos desvios em fundos de pensão.

Os depoimentos foram marcados para os dias 7, 8 e 9 de janeiro e serão conduzidos pelo procurador Frederico Siqueira Ferreira, um dos integrantes da força-tarefa criada para investigar os supostos desvios. A defesa do ex-ministro e a Procuradoria estão em tratativas para um novo acordo de delação.

 

A expectativa dos investigadores é que Palocci, que assinou acordo de delação na Operação Lava Jato, possa trazer informações sobre os supostos desvios nos fundos de pensão de servidores de estatais, como Funcef (Caixa Econômica Federal), Petros (Petrobras), Previ (Banco do Brasil) e Postalis (Correios). Segundo as investigações, as fraudes podem somar mais de R$ 8 bilhões.

Em uma das denúncias sobre o suposto esquema de corrupção que já foram apresentadas à Justiça Federal, 14 investigados se tornaram réus, incluindo o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto.

De acordo com o MPF, o grupo foi responsável por um prejuízo de R$ 402 milhões ao Funcef, em valores atualizados até 2015, contribuindo para o déficit acumulado de R$ 18 bilhões registrado pelo fundo no final de 2016. Segundo a denúncia, R$ 5,9 milhões do esquema foram direcionados ao PT.

Prisão domiciliar
Em razão dos benefícios do acordo de delação, Palocci deixou a prisão no dia 29 de novembro de 2018, depois de passar dois anos preso, e começou a cumprir prisão domiciliar, com uso de tornozeleira eletrônica.

Para fazer a oitiva de Palocci, o MPF pediu autorização à juíza Gabriela Hardt, da 13ª Vara da Justiça Federal em Curitiba, substituta do ex-juiz e atual ministro da Justiça, Sérgio Moro.


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