27/01/2019 às 15h26min - Atualizada em 27/01/2019 às 15h26min

Listas falsas de mortos viralizam e causam desespero em Brumadinho

Relações inverídicas de vítimas fatais na tragédia da Mina do Feijão estão sendo disseminadas no WhatsApp

METRÓPOLES

Enviada especial a Brumadinho (MG) – Não bastasse o sofrimento das famílias com a falta de informação sobre desaparecidos, a propagação de fake news passou a trazer mais desespero aos moradores. Falsas listas de vítimas fatais estão sendo disseminadas no WhatsApp.

Alguns funcionários da Vale que estão de folga em casa tiveram seus nomes publicados nessas listagens. A relação oficial de mortos e desaparecidos é divulgada apenas pela Defesa Civil de Minas Gerais. O órgão montou um ponto de apoio na Unidade de Pronto Atendimento de Brumadinho. No local, as famílias também podem fazer o cadastro dos desaparecidos.

Boletim
A Vale passou a divulgar informes por meio das rádios da cidade. O primeiro diz respeito ao acionamento da sirene. O segundo explica sobre a evacuação das regiões que estão em risco.
 

Os moradores estão indignados com as informações desencontradas. Segundo policiais militares da região, as orientações são passadas pelo rádio interna da corporação. Após receberem as recomendações, as equipes percorrem as ruas alertando a população.

Na manhã deste domingo (27/1), as pessoas em Brumadinho se assustaram com uma sirene disparada às 5h30. Um homem com um alto-falante alertava os moradores a saírem de suas casas. “Atenção! Evacuação geral da área. Procure o local mais alto da cidade”, dizia a voz.

A Vale acionou o alarme de risco de rompimento de barragem na região da Mina Córrego do Feijão porque a empresa detectou o aumento dos níveis de água nos instrumentos que monitoram a Barragem VI.

Desde sexta-feira (25), a Vale estava monitorando a quantidade de água dentro do complexo. Mas o volume triplicou na madrugada de hoje e, por isso, a sirene foi acionada. Os resgates de vítimas haviam sido interrompidos às 20h de sábado (26) para intensificação do trabalho de drenagem. “Vamos continuar monitorando a situação, juntamente com a Defesa Civil”, comunicou a empresa em nota.

Segundo o tenente Pedro Aihara, porta-voz do Corpo de Bombeiros, 24 mil pessoas precisaram ser evacuadas. “Moradores do Centro de Brumadinho, do Parque Cachoeira, dos bairros de Pires e Novo Progresso devem sair de casa imediatamente, devido ao risco iminente de rompimento de uma nova barragem”, disse o militar.

Desastre
A barragem Mina Feijão, em Brumadinho (MG), rompeu-se por volta das 13h de sexta-feira (25/1). O vazamento de lama fez com que uma outra barragem da Vale transbordasse. O restaurante da companhia foi soterrado. O prédio administrativo também foi atingido.

A lama se espalhou pela cidade e moradores precisaram deixar as casas. Equipes de bombeiros e da Defesa Civil foram mobilizadas para a área e estão em busca de vítimas. Tanto o governo federal quanto o local montaram gabinetes de crise e deslocaram autoridades para a região.

O presidente da República, Jair Bolsonaro (PSL), e o governador de Minas, Romeu Zema (Novo), sobrevoaram a localidade da tragédia na manhã de sábado (26).

 


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