30/04/2019 às 06h09min - Atualizada em 30/04/2019 às 06h09min

Lis e Mel: detalhes sobre o incrível caso das siamesas separadas no DF

As gêmeas, que eram unidas pelo crânio, passaram por procedimento cirúrgico inédito no Hospital da Criança e estão se recuperando bem

procedimento de separação das gêmeas começou a ser planejado quando elas ainda tinham dois meses e o médico Benício Oton de Lima confirmou, por meio de exames, que a operação seria viável pois elas compartilhavam apenas uma pequena parte do cérebro que poderia ser retirada sem danos. “O dia em que ele disse que poderíamos separá-las foi de muita felicidade para mim”, lembra a mãe das meninas Camilla Vieira Neves, 25 anos.

A equipe médica considera que a ligação das meninas, no lóbulo frontal direito dos crânios, facilitou o trabalho de separação, na medida em que permitiu que as crianças pudessem se desenvolver normalmente. “Não são pacientes acamadas. São pacientes saudáveis, que tiveram o crescimento e o desenvolvimento motor perfeitamente normal”, destaca a anestesiologista Liliana Teixeira. O mais comum entre os siameses craniopágos (ligados pela cabeça) é que a junção seja no topo dos crânios, o que os obriga a viverem na horizontal, prejudicando as condições de saúde.