04/07/2019 às 10h13min - Atualizada em 04/07/2019 às 10h13min

​A CAMINHO DO CAOS INSTITUCIONAL

MAJOR - BRIGADEIRO JAIME RODRIGUES SANCHEZ.
MAJOR-BRIGADEIRO JAIME RODRIGUES SANCHEZ

Nos episódios da inquisição sobre os vazamentos das mensagens entre o então juiz Sergio Moro e o procurador Deltan Dallagnol, que levou o ministro à presença da câmara dos deputados, tanto no plenário como na CCJ, presenciamos uma clara demonstração do grau de desespero e do baixo nível ético e moral a que chegou grande parte dos nossos parlamentares, e como o sistema de governo atual é distorcido. Há uma repugnante inversão de valores; ladrões desafiam e agridem os defensores da lei, enquanto exigem para si o tratamento de excelência, sinônimo de superioridade, primor, perfeição, quando na realidade os representantes da esquerda que ali estavam proferiam apenas vulgaridade e mesquinhez.
Caminhamos celeremente para o caos institucional. Hoje, o legislativo investiga, o judiciário legisla e o executivo épor eles impedido de executar. Uma verdadeira anarquia reina na cúpula desses dois poderes, produzida por uma Constituição ambígua, constantemente remendada para aproximar-se cada vez mais do parlamentarismo disfarçado de “presidencialismo de coalizão”.
Está escritono portal da câmara dos deputados: MISSÃO,representar o povo brasileiro, elaborar leis e fiscalizar os atos da Administração Pública, com o propósito de promover a democracia e o desenvolvimento nacional com justiça social. VISÃO,consolidar-se como o centro de debates dos grandes temas nacionais, moderno, transparente e com ampla participação dos cidadãos.VALORES,ética, busca pela excelência, independência, legalidade, pluralismo e responsabilidade social.
Com poderes crescentes, a agenda do Congresso,ao invés buscar esses parâmetros, por eles mesmos estabelecidos, perde-se em intermináveis e sucessivas Comissões Parlamentares de Inquérito oficializadas pela “constituição cidadã” e regulamentadas pelo seu regimento interno, que terminam comsabores calabresa, muzzarela e estrume.
A Constituição de 1988 dotouas CPI de poderes de investigação próprios das autoridades judiciais. O regimento lhes atribui poderesinvasivos de polícia, comorequisitar funcionários,informações e documentos de órgãos e entidades da Administração Pública; determinar diligências; ouvir indiciados e testemunhas; requerer audiência de Deputados e Ministros de Estado;colher depoimento de autoridades federais, estaduais ou municipais; e requisitar serviços de autoridades públicas.
As leis mal redigidas no Congresso assemelham-se a um queijo suíço, por cujos buracos vertem podridão e regalias, tramadasnos escritórios e corredores infestados por ratazanas sevadas com verbas públicas.Essa prática antirrepublicana repete-se a cada governo, cada legislatura.
A aplicação de boa parte dessas leis,eivadas de vícios,omissões e imoralidadesresultamnuma enxurrada de recursos no judiciário e algunschegam rapidamente à última instância,onde existem conhecidosxerifes,lenientes ecorruptos, que com sua diarreia verborrágica passam a legislar, tomando decisões dúbias ecriandojurisprudências oportunistas e convenientes, que eles próprios se incumbem de corromper, a exemplo dasrepetidas tentativas de revogar a possibilidade de prisão após condenação em segunda instância, para atender a patrões encarcerados, tornando-secúmplices do crime organizado, prontos a absolvê-los dos delitos cometidoscontra a sociedade.Aí está formada a cadeia maldita de autoproteção, com o intento de corroer e desvirtuar todas as medidas que ponham em risco seus objetivos de riqueza e permanência no poder.
Iremos para o caos, como os bovinos caminhando em direção ao matadouro, ou como o porco, que grita desesperadamente nada faz?
Nós, a sociedade, podemos. Basta sair da zona de conforto das passeatas “sociais” que fazemos em certos domingos e usar todos os meios disponíveis.
Um meio efetivo de pressionarmos é o contato direto com aqueles em quem votamos. Basta buscar no portal da Câmara dos Deputados e do Senado. Vamos lotar suas caixas postais.
Abaixo estão os e-mail que constam no portal da câmara.
dep.abouanni@camara.leg.br; dep.alesilva@camara.leg.br; dep.alexandrefrota@camara.leg.br; dep.alinesleutjes@camara.leg.br; dep.biakicis@camara.leg.br; dep.bibonunes@camara.leg.br; dep.cabojunioamaral@camara.leg.br; dep.carlazambelli@camara.leg.br; dep.carlosjordy@camara.leg.br; dep.carolinedetoni@camara.leg.br; dep.charllesevangelista@camara.leg.br; dep.christonietto@camara.leg.br; dep.coronelarmando@camara.leg.br; dep.coronelchrisostomo@camara.leg.br; dep.coroneltadeu@camara.leg.br; dep.danielfreitas@camara.leg.br; dep.danielsilveira@camara.leg.br; dep.delegadoantoniofurtado@camara.leg.br; dep.delegadomarcelofreitas@camara.leg.br; dep.delegadopablo@camara.leg.br; dep.delegadowaldir@camara.leg.br; dep.dr.luizovando@camara.leg.br; dep.dra.sorayamanato@camara.leg.br; dep.eduardobolsonaro@camara.leg.br; dep.eneiasreis@camara.leg.br; dep.fabioschiochet@camara.leg.br; dep.feliciolaterca@camara.leg.br; dep.felipefrancischini@camara.leg.br; dep.filipebarros@camara.leg.br; dep.generalgirao@camara.leg.br; dep.generalpeternelli@camara.leg.br; dep.guigapeixoto@camara.leg.br; dep.gurgel@camara.leg.br; dep.heitorfreire@camara.leg.br;dep.heliolopes@camara.leg.brdep.joicehasselmann@camara.leg.br; dep.julianlemos@camara.leg.br; dep.juniorbozzella@camara.leg.br; dep.leomotta@camara.leg.br; dep.loestertrutis@camara.leg.br; dep.lourivalgomes@camara.leg.br; dep.lucianobivar@camara.leg.br; dep.luizlima@camara.leg.br; dep.luizphilippedeorleansebraganca@camara.leg.br; dep.majorfabiana@camara.leg.br; dep.majorvitorhugo@camara.leg.br; dep.marcelobrum@camara.leg.br; dep.marciolabre@camara.leg.br; dep.nelsonbarbudo@camara.leg.br; dep.nereucrispim@camara.leg.br; dep.nicoletti@camara.leg.br; dep.professorjoziel@camara.leg.br; dep.professoradayanepimentel@camara.leg.br; dep.sanderson@camara.leg.br 
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