16/09/2019 às 06h29min - Atualizada em 16/09/2019 às 06h29min

Refinarias viram alvos e crise cresce no Oriente

A crise no Oriente Médio agravou-s neste final de semana, com o bombardeio de duas grandes instalações petrolíferas na Arábia Saudita.  Os ataques forçaram a redução de ao menos 5 milhões 500 mil barris diários de petróleo, o que pode provocar um aumento no prço do produto no mercado internacional de até 29%.

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Mike Pompeo, apressou-se em responsabilizar o governo iraniano pelos ataques. Mas os iemenitas do grupo Houthi assumiram a responsabilidade, como resposta a uma coalizão coordenada pela Arábia Saudita contra o pequeno Iêmen, o mais pobre dos estados árabes.

Em Teerã, porta-vozes dos aiatolás desdenharam as acusações sobre o suposto papel de Teerã nos ataques. Imagens de emissoras de televisão mostraram ao menos duas grandes destilarias da estatal Aramco sendo alvos de mais de uma dezenas de drones com bombas atingindo os alvos.

Os militantes houthis do Iêmen disseram que eram responsáveis ​​pelo ataque. No entanto, Mike Pompeo disse que “não há evidências de que os ataques vieram do Iêmen” e apontou o dedo para o Irã .

O presidente Donald Trump deixou uma dúvida no ar. Segundo ele, estavam analisando a situação para, somente depois, tomar alguma providência. Rússia, China e Turquia avisaram que não permitirão que o Irã seja responsabilizado por atos de terceiros.

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