Quinta-feira, 26/02/26

O negócio vai ficar feio

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O negócio vai ficar feio – Reprodução

A tenente da Polícia Militar do Estado de Goiás (PMGO) Rhainna Iannari Gomes é investigada após denúncia de suspeita de agiotagem envolvendo manicure que prestava serviços para a militar. Segundo a denúncia, a policial teria emprestado dinheiro à manicure e seus familiares em 2024, e alega não ter recebido os valores de volta.

O caso foi encaminhado ao Ministério Público de Goiás (MPGO), que solicitou apuração junto a Polícia Civil (PCGO).

Versão da tenente

Em publicação nas redes sociais, Rhainna Gomes afirmou que a manicure é sua profissional de confiança há anos, e que ao longo do tempo de serviço, se tornaram amigas. Ambas moram em Aparecida de Goiânia (GO). Segundo a militar, durante atendimentos em 2024 a manicure relatou dificuldades financeiras, inclusive envolvendo familiares.

A tenente declarou ter emprestado dinheiro à manicure, ao filho, filha, irmã e sobrinho dela, com a confiança de que os valores seriam pagos em momentos futuros. Rhainna afirmou que o dinheiro não foi devolvido, e que então começou a cobrar os valores.

“Em alguns momentos, eu realmente engrossei com ela, mas em todas as vezes que entrei em contato e falei que o negócio ia ficar feio pro lado dela, em várias mensagens que ela não mostrou, eu disse que se piorasse iríamos para a delegacia, que eles me ludibriaram, que me deram um golpe”, declarou no vídeo postado.

Ainda na publicação, a tenente afirmou que, na tentativa de não pagar a dívida, a manicure teria procurado a Corregedoria da PM e a imprensa.

Metrópoles entrou em contato com a tenente para questionar eventuais declarações ou pedir declaração da defesa, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem

O que diz a manicure

Em entrevista cedida à TV Anhanguera, a manicure afirmou ter quitados os valores emprestados e contestou a versão apresentada pela PM.

Segundo ela, os pagamentos foram realizados, mas as cobranças continuaram. A irmã da manicure teria pegado R$ 2 mil com a tenente, pagamento que hoje chega a R$ 18 mil, ainda sem ter sido quitado, por juros altos.

A profissional relatou que as mensagens enviadas pela policial tinham tom agressivo, e que chegou a receber uma lista com parcelas semanais de R$ 60, com multa de R$ 20 por dia em atrasos, além de ameaças como “Eu sou legal demais, mas quando é pra ser ruim também, eu sou péssima”.

Em nota, a Polícia Militar do Estado de Goiás informou ter tomado conhecimento da denúncia protocolada junto ao MP em 4/2 deste ano.

O Comando da Corporação determinou abertura imediata de Procedimento Administrativo para apuração de eventuais transgressões disciplinares, e verificação de indícios relacionados a possível prática de crime militar.

Declararam, ainda, que a policial encontra-se atualmente em exercício exclusivo de atividades administrativas. De acordo com o MPGO, a notícia foi distribuída à 6ª Promotoria de Justiça de Aparecida de Goiânia na quarta-feira (18/2). Após primeira análise, a Promotoria solicitou, na terça-feira (25/2), que a Polícia Civil investigue o caso para colher provas e mais informações.

Até o momento, não há denúncia oferecida pelo Ministério Público.


T LB

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