Quinta-feira, 19/02/26

O que disse Zuckerberg em julgamento histórico sobre vício em redes

O que disse Zuckerberg em julgamento histórico sobre vício em redes
O que disse Zuckerberg em julgamento histórico sobre vício em – Reprodução

Instagram demorou a reconhecer importância de identificar menores. Segundo o CEO da Meta, só a partir de 2019 o app passou a exigir data de nascimento de novos perfis, ampliando a checagem para todos os usuários em 2021. “Adicionamos novas ferramentas de detecção ao longo dos anos, mas acho que poderíamos ter chegado a esse ponto mais cedo”, disse.

Para Zuckerberg, o Instagram não causa vício; é apenas um produto que as pessoas querem usar mais e mais. Ele cita que a rede é valiosa para as pessoas e, como resultado, “as pessoas querem usar mais”. O argumento foi parecido com o de Adam Mosseri, diretor-executivo do Instagram, ouvido na semana passada, que fala em uso problemático das pessoas, e que não causa “dependência clínica”.

Chefe da Meta negou que rede tenta aumentar o tempo de tela de usuários. Ele foi confrontado pelos advogados com emails de 2014 e 2015, em que expunha planos de aumentar o tempo gasto nos aplicativos em dois dígitos. O executivo argumentou que a empresa mudou sua abordagem e que eram apenas referências internas, não metas.

Em declaração inicial, a Meta diz que não causou problema mental em mulher autora da ação. A companhia afirma que questões mentais foram causadas na vítima devido a abuso e conflitos familiares. Além disso, o tema vício em redes sociais não era tratado nas sessões de terapia da então adolescente.

Para advogado, redes sociais funcionam como “cassinos digitais” que lucram com o comportamento aditivo. Mark Lanier, que representa a vítima, cita documentos internos de Meta e Google comparando a tecnologia com técnicas empregadas no ramo de apostas, a indústria do tabaco e do uso de drogas.

Do que se trata o julgamento?

O caso que baseia o julgamento é o de uma mulher de 20 anos, identificada pelas iniciais K. G. M. Ela alega que sofreu danos mentais pela dependência de redes que desenvolveu quando era criança. A mulher começou a usar o YouTube quando tinha seis anos e passou a usar outras redes, como o Instagram aos nove anos, virando usuária compulsiva.


T LB

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