Você tem toda uma parte do desenvolvimento tecnológico, da tecnologia que o Elon Musk quer colocar no Tesla, que não necessariamente usa o Lidar, que seria uma tecnologia que alguns engenheiros colocam como mais segura, porque ele consegue mapear todo o ambiente. A Tesla, para reduzir custos, trazer uma tecnologia mais inovadora, quer trabalhar com câmeras. Então, alguns engenheiros colocam isso como um grande desafio de fazer realmente acontecer.
Diogo Cortiz
Cortiz explica que, além do desafio de fazer a tecnologia funcionar, há um obstáculo básico: as regras mudam de país para país. Helton lembra que, no Brasil, um carro não pode trafegar sem alguém sentado no banco do motorista e com as mãos no volante. Os planos de Musk também podem sofrer com a competição ou esbarrar no protecionismo.
Você tem toda uma questão regulatória que você precisa adaptar em diferentes lugares do mundo só para permitir que o carro rode. Sem contar que isso pode levar também a um protecionismo. Por exemplo, a China vem barrando as licenças da Tesla para ajudar a sua indústria local.
Diogo Cortiz
A China é o maior mercado do mundo e crucial para qualquer empresa que queira atingir escala global. Enfrentar barreiras para testar e operar carros autônomos por lá é mau negócio para a Tesla.
A pressão não vem só das regras: o mercado de carros elétricos ficou mais disputado, tanto que a BYD acaba de ultrapassar a Tesla em vendas.
Na corrida espacial, a SpaceX aparece como referência, mas “cada vez menos sozinha”. Helton ressalta que colocar satélites em órbita na escala desejada por Musk não é trivial e que a quantidade existente operada pela Starlink já gera incômodo em parte da comunidade científica.








