Detalhes da Operação CriptoGato
A segunda fase da Operação CriptoGato, uma parceria entre a Neoenergia e a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), desativou três mineradoras de criptomoedas clandestinas em São Sebastião na segunda-feira (23). A ação foi motivada pelo desvio direto de energia, que causava instabilidade no fornecimento da região e afetava residências, comércios e produtores rurais.
Apreensões e Impacto
Durante a fiscalização, foram apreendidas 384 máquinas de mineração que operavam ininterruptamente. Os estabelecimentos foram interditados e os responsáveis, detidos e encaminhados à 30ª Delegacia de Polícia. A Polícia Civil instaurou um inquérito para investigar possíveis crimes associados à atividade.
A estimativa é de um impacto financeiro superior a R$ 5 milhões. O consumo irregular de energia era equivalente ao de aproximadamente 34 mil moradias por mês.
Prejuízos e Riscos do Furto de Energia
Wilson Matias, supervisor de Recuperação de Energia da Neoenergia, explicou que a mineração de criptomoedas demanda uma carga elétrica elevada e estrutura dedicada. “Nos imóveis vistoriados, os equipamentos estavam conectados de maneira irregular, sem medição, o que sobrecarregava o sistema e aumentava o risco de falhas e danos”, afirmou.
Após o trabalho técnico da distribuidora, foram emitidos Termos de Ocorrência de Irregularidade (TOIs) para a cobrança da energia desviada, e as ligações clandestinas foram regularizadas.
Histórico e Segurança
A primeira etapa da Operação CriptoGato ocorreu em janeiro deste ano, quando duas outras mineradoras foram desativadas. Na ocasião, o prejuízo estimado foi de R$ 400 mil, com um volume de consumo comparável ao de 3 mil unidades residenciais mensais.
O furto de energia, conhecido como “gato”, coloca em risco a vida de quem o pratica e da população. Além de perigoso, compromete o fornecimento de energia da região, podendo causar sobrecarga na rede, danos a equipamentos e interrupções no abastecimento.
Crime e Canais de Denúncia
Furtar energia é crime previsto no artigo 155 do Código Penal Brasileiro, com pena de até oito anos de reclusão. A Neoenergia incentiva o apoio da comunidade no combate a essa prática. As denúncias podem ser feitas de forma anônima pelo telefone 116 ou presencialmente nas lojas de atendimento da companhia.
*Com informações da Neoenergia








