Quarta-feira, 25/02/26

PCDF prende mulher suspeita de aplicar dezenas de golpes com falsos anúncios de aluguel no DF e em Goiás

PCDF prende mulher suspeita de aplicar dezenas de golpes com falsos anúncios de aluguel no DF e em Goiás
PCDF prende mulher suspeita de aplicar dezenas de golpes com – Reprodução

Uma investigação conduzida pela 8ª Delegacia de Polícia, da Polícia Civil do Distrito Federal, resultou na prisão preventiva de uma mulher suspeita de comandar um esquema recorrente de fraudes envolvendo anúncios falsos de locação de imóveis no Distrito Federal e em Goiás.

As apurações começaram após diversas vítimas procurarem a polícia relatando prejuízos financeiros ao tentarem alugar apartamentos que, na prática, não existiam. Os imóveis eram anunciados como localizados em regiões valorizadas, como Águas Claras, Plano Piloto e Pirenópolis.

Com base nos elementos reunidos, a Justiça autorizou o cumprimento de mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão. A ação ocorreu em um endereço ligado à investigada, na Taguatinga, especificamente na QNL 10. No local, os policiais recolheram diversos dispositivos eletrônicos, incluindo o telefone celular que a suspeita utilizava no momento da abordagem.

Durante a operação, os agentes constataram que a mulher mantinha, em tempo real, conversas com uma nova vítima interessada em um suposto apartamento em Águas Claras. O imóvel anunciado, assim como nos demais casos, era inexistente, o que evidenciou que o golpe seguia em execução até o instante da prisão.

No aprofundamento das diligências, a polícia identificou que a investigada figura em pelo menos 37 registros de ocorrência lavrados entre 2022 e 2025, todos com o mesmo padrão de atuação. A repetição do método, aplicada a vítimas distintas, reforçou a caracterização de habitualidade e continuidade delitiva. Consta ainda que ela já possuía duas passagens anteriores por crimes patrimoniais semelhantes.

Segundo os autos, o golpe consistia na publicação de anúncios com fotografias atrativas e preços abaixo dos praticados no mercado. Após o primeiro contato, a negociação era deslocada para aplicativos de mensagens, onde a suspeita alegava alta demanda pelo imóvel e criava um clima de urgência. Com isso, induzia as vítimas a realizarem pagamentos antecipados via PIX, sob o pretexto de “reserva” ou “garantia” do imóvel. Depois da transferência, o contato era interrompido ou passava a ser evitado.

A investigação também apontou que o esquema era estruturado e adaptável. A mulher mantinha vários anúncios ativos simultaneamente, alternava bairros e cidades e ajustava o discurso conforme o perfil da vítima. Em alguns casos, chegava a encaminhar documentos e imagens adicionais para dar aparência de legitimidade à falsa negociação.

A suspeita deverá responder por estelionato eletrônico, crime que pode resultar em pena de até oito anos de reclusão para cada ocorrência apurada.

T LB

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