Sexta-feira, 20/03/26

Pesquisa revela altos índices de felicidade entre brasilienses

Pesquisa revela altos índices de felicidade entre brasilienses
Pesquisa revela altos índices de felicidade entre brasilienses – Reprodução

Uma pesquisa realizada pelo Instituto de Pesquisa e Estatística do Distrito Federal (IPEDF), intitulada ‘Felicidade no Distrito Federal: fatores associados e implicações para políticas públicas’, aponta que 63% dos moradores da capital federal avaliam seu nível de felicidade em 8 ou superior, em uma escala de 1 a 10.

Ao responderem o que os torna felizes, os brasilienses citaram espontaneamente elementos como família, saúde, Deus, trabalho, amor e dinheiro. A satisfação com a relação familiar é alta, alcançando 81%, enquanto 56,6% se dizem contentes com o tempo dedicado a atividades remuneradas.

O estudo identificou diversos fatores associados à felicidade, incluindo o estado civil (casado ou morando com outra pessoa), participação em cultos ou missas para pertencimento social, emprego e capacidade de pagar contas, ausência de sobrecarga doméstica, tempo para lazer, apoio de família e amigos, sensação de segurança nas ruas e confiança na comunidade, satisfação com a preservação ambiental, boa saúde física e mental, e conhecimento sobre saúde pública.

O tempo social emerge como pilar fundamental do bem-estar: 54,4% estão satisfeitos com o tempo passado com a família, 43% com o lazer disponível e 35,2% com o tempo para amigos. Contudo, apenas 17,8% se sentem satisfeitos simultaneamente nessas três dimensões, revelando desafios no equilíbrio entre vida pessoal e rotina.

Na área da saúde, 47,9% da população pratica atividade física regularmente. Quanto ao sono, 24,4% dormem entre 8 e 9 horas por dia, e 51,6% entre 6 e 7 horas.

O diretor-presidente do IPEDF, Manoel Barros, explica que a pesquisa serve como guia para ações governamentais. ‘Seus resultados funcionam como um guia para orientar ações governamentais, contribuindo para a tomada de decisão e para a formulação de políticas públicas mais eficazes, voltadas aos brasilienses’, afirma.

Já a diretora de Estudos e Políticas Sociais do IPEDF, Marcela Machado, destaca a importância de analisar a felicidade. ‘Ao incorporar a felicidade como objeto de análise, nós ampliamos a capacidade do Estado de compreender a realidade para além dos indicadores tradicionais’, ressalta.

A pesquisa foi conduzida por meio de um survey estruturado, aplicado por telefone via Central 156, com uma amostra de 1.705 residentes do Distrito Federal. A felicidade foi examinada em cinco dimensões principais: fatores sociodemográficos, renda e padrão de vida, território, relações sociais e uso do tempo, e saúde e educação.

T LB

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