Rio, 16 – A Petrobras e o Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) receberam 16 propostas no primeiro edital do ProFloresta+, programa criado em março de 2025 para remunerar a restauração florestal na Amazônia por meio da venda de créditos de carbono de alta integridade. Segundo a estatal, o número superou a meta inicial, de contratação de cinco projetos de 1 milhão de VCUs (créditos) cada, totalizando 5 milhões de créditos.
Conforme a diretora socioambiental do banco, Tereza Campello, o interesse mostra que “o ProFloresta+ responde a uma demanda concreta por iniciativas de restauração florestal com elevados padrões de integridade”, avaliou.
As propostas agora passam por avaliação técnica, que inclui requisitos rígidos de integridade ambiental e salvaguardas socioeconômicas. A estatal selecionará aquelas que representarem o menor desembolso pelo volume contratado. Os projetos escolhidos também poderão acessar linhas de financiamento do Fundo Clima, administrado pelo BNDES.
Para a diretora de Transição Energética e Sustentabilidade da Petrobras, Angelica Laureano, o elevado interesse reforça o potencial brasileiro no mercado voluntário de carbono. “Estamos engajados em viabilizar projetos geradores de créditos de alta qualidade e integridade, trazendo benefícios climáticos, socioeconômicos e ambientais para o Brasil”, afirmou.
O resultado do certame – vencedores, volumes contratados e valores – será divulgado até o primeiro semestre de 2026.
No horizonte mais amplo, o ProFloresta+ pretende restaurar até 50 mil hectares de áreas degradadas na Amazônia, o que pode gerar cerca de 15 milhões de créditos de carbono e mobilizar mais de R$ 1,5 bilhão em investimentos.
A iniciativa integra a estratégia BNDES Florestas e atende às metas de descarbonização da Petrobras, criando uma referência em contratos públicos de longo prazo, maior transparência de preços e fortalecimento do mercado voluntário de carbono no País.
Estadão Conteúdo








