Segundo a PF, a operação foi deflagrada após uma investigação iniciada no ano passado, com a colaboração da Europol, “envolvendo mais de 20 países”, não especificados.
A operação, batizada de Operação Somnus, cumpriu três mandados de prisão temporária e sete mandados de busca e apreensão de celulares, computadores e outros dispositivos eletrônicos nos estados de São Paulo, Ceará, Pará, Santa Catarina e Bahia.
A investigação se concentra em “redes transnacionais voltadas à difusão e à troca de vídeos de abusos sexuais cometidos contra mulheres em estado de sedação”, afirmou a PF em um comunicado à imprensa.
As condutas investigadas configuram os crimes de estupro de vulnerável e divulgação de cenas de estupro, de acordo com a PF.
“As mensagens trocadas revelaram que os suspeitos discutiam o uso de medicamentos com propriedades sedativas, demonstrando conhecimento sobre marcas comerciais e possíveis efeitos adversos dessas substâncias”, detalhou o comunicado.
O modus operandi lembra o famoso caso de Gisèle Pelicot, uma francesa que, enquanto sedada, foi repetidamente estuprada ao longo de uma década por seu marido, Dominique Pelicot, e por dezenas de homens que ele encontrava online.
“As mulheres, por estarem sedadas, geralmente não tinham consciência dos abusos nem lembrança posterior dos fatos”, explicou a fonte policial, sem especificar o número de vítimas.
Sete brasileiros são suspeitos de fazerem parte das redes de distribuição de vídeos.








