Quarta-feira, 11/02/26

Pix e RG Falso no motel: como agia preso por exploração infantil

Pix e RG Falso no motel: como agia preso por exploração infantil
Pix e RG Falso no motel: como agia preso por – Reprodução

A Polícia Civil de São Paulo prendeu ontem um piloto de avião suspeito de liderar uma rede de exploração sexual infantil.

O QUE SE SABE SOBRE O SUSPEITO

Sérgio Antônio Lopes, 60, é casado. De acordo com a polícia, este é seu segundo casamento e ele tem filhos. A esposa ficou “horrorizada” e “se sente culpada” por não ter percebido, segundo a delegada Ivalda Aleixo, durante coletiva de imprensa. Ele é investigado desde outubro de 2025.

Ele mora em Guararema, na região metropolitana de São Paulo, num condomínio de luxo. Sua casa foi alvo de mandado de busca e apreensão. Segundo a polícia, um veículo de luxo da marca Mercedes-Benz foi periciado e devolvido. Ele, supostamente, usava o carro para transportar vítimas.

Mesmo casado, se engajava em relacionamentos com outras mulheres. Ainda segundo a delegada, ele abordava mulheres, como se fosse ter um relacionamento. Ele, após um tempo, deixava claro que gostava de criança.

Após conhecer mulheres, pedia imagens de crianças em troca de dinheiro. Ele chegava a pagar até R$ 100 via Pix para essas mulheres para receber os arquivos, segundo a investigação. Houve ocasiões em que o acusado chegou a comprar uma TV, pagar aluguel e comprar remédios. Fora fotos e vídeos, ele se relacionava com garotas.

Polícia acredita que suspeito realiza prática há quase dez anos e tem dezenas de vítimas. Dessas, há detalhe de quatro. Três são da mesma família e têm 10, 12 e 18 anos -as duas últimas começaram ser alvo de abuso há quatro anos, portanto elas tinham 8 e 14, respectivamente; e uma outra menina de 14 anos.

Investigação acredita que há mais pessoas, pois viu números no celular dele de outros códigos de área.

Suspeito levava garotas para motel com RG falso. Segundo a polícia, uma das vítimas foi espancada por ele em um motel na semana passada. Sempre que o piloto vinha a São Paulo, informou a delegada Ivalda, ele procurava as vítimas de São Paulo. As da mesma família são do bairro do Jabaquara, nas imediações do aeroporto de Congonhas, na zona sul de São Paulo.

Ontem foram presas duas mulheres. A avó de três garotas teve prisão preventiva decretada por suspeita de ser estar ciente da exploração das netas, e a segunda é a mãe da menina de 14 anos. A delegada afirmou que ela sabia da exploração e foi detida por arquivar e distribuir imagens da garota.

T LB

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