Pelo andar da carruagem, é para lá que o Brasil está indo, para fazer de 2026 um marco na disseminação dessa tecnologia aqui no Brasil. O Brasil já tem um programa de satélites, o Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicação (SGDC), tocado pela Telebrás, mas é um satélite só e é geoestacionário. Ele fica longe, tem uma conexão reduzida e uma latência muito grande. O Brasil quer sair dessa posição e se tornar mais soberano em relação aos satélites. A ideia é ter não só um satélite geoestacionário, mas também atendimento em médias e baixas órbitas.
Helton Simões Gomes
Por operar em órbita geoestacionária, o SGDC sofre com o “ping” mais demorado, além de limitações de capacidade. Já a mudança para um plano com equipamentos em diferentes órbitas ampliaria o desempenho e reduziria a dependência de um único ativo.
A Telebrás, parceira do Ministério das Comunicações para programas de conexão, está perto de fechar contrato com a SES, operadora de Luxemburgo com equipamentos de média órbita. A aposta é usar antenas já instaladas no país, sem precisar instalar nada e sem custo adicional de infraestrutura.
Fora isso, ele tem uma velocidade de conexão muito maior. Eles testaram esse satélite na COP do ano passado, colocaram duas antenas lá, e a velocidade média foi de 500 megabytes -é quase a que eu recebo em casa.
Helton Simões Gomes
Outra vantagem é o lixo espacial. Satélites que exigem estruturas menores para serem lançados podem ajudar a reduzir detritos no espaço, um tema que ganha peso com a expansão de constelações de baixa órbita.
Na baixa órbita, hoje dominada no Brasil pela Starlink, da SpaceX, a expectativa é aumento da competição. A chinesa SpaceSail prometeu chegar ao país no fim de 2026. Agora, tenta obter autorização para operar por aqui.








