O presidente dos EUA, Donald Trump, vinha falando publicamente sobre sua escolha para o comando do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), afirmando que seu indicado reduziria as taxas de juros que afetam a oferta de dinheiro, a inflação e a estabilidade do mercado de trabalho nos EUA. Mas o atual presidente do BC norte-americano, Jerome Powell, ainda pode dificultar os planos do republicano para preservar a credibilidade do Fed e afastá-lo de pressões políticas.
Embora seu mandato como presidente termine em maio, o mandato de Powell no conselho de diretores do Fed vai até 2028, e ele poderia optar por permanecer no cargo, provavelmente bloqueando a capacidade de Trump de fazer com que seus indicados controlem a maioria das cadeiras no conselho.
Dos sete governadores do Fed, o ex-presidente Joe Biden indicou três, além de ter reconduzido Powell a um segundo mandato como presidente.
Em entrevista coletiva na quarta-feira, Powell evitou dizer se deixará o conselho, mas aconselhou seu sucessor: “Não se deixe arrastar para a política eleitoral – não faça isso.”
Trump indicou nesta sexta-feira, 30, Kevin Warsh para comandar o Fed a partir de maio. A nomeação ainda precisará ser aprovada pelo Senado, etapa que, segundo analistas do Deutsche Bank consultados pelo Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado), não deve enfrentar resistência técnica relevante, diante do histórico de Warsh no Fed e de sua experiência prévia no setor público.








