Segunda-feira, 09/02/26

Professora morta após usar piscina de academia em SP será enterrada hoje

professora morta após usar piscina de academia em sp será enterrada hoje
Professora morta após usar piscina de academia em SP será – Reprodução

O corpo da professora Juliana Faustino Basseto, 27, que morreu após usar a piscina de uma academia no bairro Parque São Lucas, na zona leste de São Paulo, será enterrado na manhã de hoje.

Velório começa às 8h no bairro de Jardim Avelino. O enterro de Juliana será no Cemitério Quarta Parada, também na zona leste, às 14h.

Marido de Juliana, que não teve nome divulgado, segue internado em estado grave. Os dois participaram de uma aula de natação antes de passarem mal, no sábado.

Juliana morreu na noite de sábado após sofrer uma parada cardíaca. Segundo o boletim de ocorrência, ela e o marido participaram de uma aula de natação na academia antes de passarem mal.

Ela e o marido teriam sentido um odor e gosto estranho na água. “Ambos passaram mal em seguida e foram socorridos em um hospital de Santo André, onde a mulher veio a óbito”, informa a SSP-SP (Secretaria de Segurança Pública de São Paulo).

Testemunha relata ‘cheiro estranho’ em piscina onde mulher morreu em SPAdolescente que usou a mesma piscina também foi socorrido. Ontem, um homem foi à delegacia informar que o filho de 14 anos “também apresentou sintomas após utilizar a mesma piscina”, diz a SSP. O jovem está internado em um hospital na Vila Alpina.

Em nota, a direção da Academia C4 GYM lamentou o ocorrido e disse ter prestado atendimento imediato. Também informou que mantém contato direto com as pessoas envolvidas para “oferecer todo o suporte”. “Reforça, ainda, que está colaborando integralmente com as autoridades competentes, contribuindo com tudo aquilo que for necessário.”

FALTA DE ALVARÁ E INTERDIÇÃO

A academia não tinha alvará para funcionar. A instalação elétrica da piscina estava ligada à cozinha da academia e os produtos para limpeza da piscina também estavam em local inadequado, segundo os investigadores.

O local foi fechado. Segundo o auto de interdição da prefeitura, obtido pelo UOL, a academia estava “em estado precário de segurança, importando grave ameaça à integridade física de seus ocupantes e vizinhos.”

Testemunhas afirmaram que o manobrista da academia jogou um produto na piscina. “O rapaz que faz a manutenção, para a nossa surpresa, era o manobrista”, disse Geraldo Oliveira, investigador-chefe do 42º DP, ao UOL. Ele afirma ainda que o local era fechado e não tinha ventilação adequada.

“Eles estão totalmente irregulares”, disse o investigador. “A polícia instalou inquérito policial para apurar todas as irregularidades. Os órgãos municipais já lacraram o local e vão dar as atuações pertinentes”, acrescentou Oliveira.

Água da piscina estava turva. Ainda segundo o investigador, os alunos relataram ter sentido odor e gosto estranho e começaram a passar mal após o produto ser jogado na água. A polícia ainda apura qual material foi usado.

Delegado diz que a principal suspeita é de que houve mistura de produtos de limpeza. Ao Fantástico, Alexandre Bento afirmou que a mistura provocou uma reação química que pode ter intoxicado os alunos. Uma perícia foi realizada na piscina no domingo.

T LB

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