Programa Adote Uma Praça impulsiona economia criativa no entorno do museu
Sesi Lab e programa Adote Uma Praça
A transformação de praças adjacentes ao Sesi Lab, no Setor Cultural Sul do Plano Piloto, é um exemplo do impacto do programa Adote Uma Praça, do Governo do Distrito Federal (GDF). O museu adquiriu o prédio do antigo Touring Club e aderiu à iniciativa, recuperando as praças para uso coletivo. O local passou a abrigar atividades gratuitas ao ar livre, fortalecendo o corredor cultural que inclui a Biblioteca Nacional e o Museu Nacional da República.
A adesão ao programa impulsionou a economia criativa. De novembro de 2022 até o momento, o Sesi Lab recebeu cerca de 122 mil estudantes em visitas educativas e ajudou a movimentar R$ 177 milhões no setor cultural, atendendo moradores e turistas.
O secretário de Projetos Especiais, Marcos Teixeira, afirmou que o programa reforça o papel social do espaço urbano. Empresas, organizações e cidadãos participam do cuidado das áreas públicas, e a qualidade de vida melhora. A iniciativa privada que adota uma área insere sua marca, mas o ganho é coletivo: a população passa a ter locais organizados para lazer, atividades educativas e integração social.
Novidades no Setor Cultural Sul
Carolina Villas Boas, coordenadora de exposições e ações culturais do Sesi Lab, disse que a adesão ao programa permitiu que o museu se conectasse ao espaço público e ao cotidiano da cidade. As áreas funcionam como extensão da experiência do museu, abertas às pessoas que passam pelo Setor Cultural Sul e às famílias que se apropriaram do lugar. Isso possibilitou atividades externas, momentos de convivência e acesso para quem nunca teve oportunidade de frequentar equipamentos culturais.
Em 2026, haverá um sistema agroflorestal educativo, com quatro biomas brasileiros representados nos jardins. A praça também será usada para educação ambiental.
A maior parte dos estudantes que recebem é da rede pública. Muitos vêm pela primeira vez ao Plano Piloto. O uso do espaço público faz com que a experiência da visita comece antes da porta do museu.
Frequentadores aprovam iniciativa
Júlio César Fernandes, professor de educação física, e Guilherme Rodrigues, servidor público, deram folga às esposas e levaram ao local um grupo de sete meninas, entre filhas e amigas delas. Elas corriam entre os bancos, exploravam as instalações interativas e brincavam em volta das estruturas sonoras que amplificam a voz. Júlio contou que costuma levar a filha para explorar o espaço sempre pela manhã ou à tarde. É uma extensão da nossa casa. As crianças brincam, exploram, aprendem. Para elas, isso é valioso. A cidade fica mais viva quando tem espaço público assim.
Guilherme também frequenta as praças com as crianças durante o dia, mas costuma ir ao local em eventos noturnos com a esposa. Eu venho sempre de dia com as meninas para passear. Mas à noite eu já vim para os eventos daqui, só com a minha esposa. São públicos diferentes, mas o espaço serve para todos.
Para ele, ocupar o espaço público de forma contínua contribui para preservar e qualificar o ambiente coletivo. Usar é uma forma de preservar. Quando o espaço público é gratuito e com qualidade, a educação melhora, a cultura se aproxima e o bem-estar vira hábito.
Júlio complementou que a existência de um equipamento cultural acessível a famílias contribui para criar memórias e ampliar o repertório das crianças. Para as crianças, isso aqui marca. A gente chega, deixa brincar, ver as experiências, conversar. Não é só o passeio. É aprendizado junto com diversão. Isso fica para elas.








