Domingo, 01/03/26

Programas do GDF não registram feminicídios após 64 prisões em 2025

Programas do GDF não registram feminicídios após 64 prisões em 2025
Após 64 prisões em 2025, programas de proteção do GDF seguem sem registrar feminicídios entre mulheres atendidas – Reprodução

Programas de proteção do GDF

Prisões em 2025

Em 2025, os programas Viva Flor e Dispositivo de Proteção à Pessoa (DPP) registraram 64 prisões. As ações são resultado da parceria entre a Secretaria de Segurança Pública (SSP-DF) e a Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF).

Nenhuma mulher atendida pelos programas teve sua integridade física violada ou foi vítima de feminicídio. O monitoramento preventivo é estratégico no enfrentamento à violência de gênero.

A vice-governadora do Distrito Federal, Celina Leão, ressalta que o DF está avançando no uso de instrumentos para garantir proteção às mulheres.

Ao longo de 2025, 1.887 pessoas foram acompanhadas pelos programas da SSP-DF. Foram monitorados 506 agressores e 619 vítimas pela Diretoria de Monitoramento de Pessoas Protegidas (DMPP).

A maioria das prisões ocorreu após descumprimento de medidas protetivas de urgência determinadas pelo Judiciário. Os agressores foram detidos imediatamente.

O secretário de Segurança Pública do DF, Sandro Avelar, destaca o compromisso com a proteção das mulheres. Nenhuma mulher atendida pelos programas foi novamente vítima de violência enquanto assistida. A proteção das mulheres é prioridade para o Governo do Distrito Federal.

O programa de monitoramento de vítimas e agressores da SSP-DF completará, em 2026, cinco anos de funcionamento. A iniciativa utiliza tecnologia de georreferenciamento para o acompanhamento simultâneo de vítimas e agressores com Medida Protetiva de Urgência (MPU).

Desde a criação da Diretoria de Monitoramento de Pessoas Protegidas (DMPP), em 2021, nenhuma das mulheres protegidas teve a integridade física violada. O monitoramento contínuo permite antecipar riscos e agir de forma preventiva.

A iniciativa integra o Programa Segurança Integral e o Eixo Mulher Mais Segura.

O sistema de proteção conta com monitoramento em tempo real, realizado por meio de tornozeleiras eletrônicas instaladas nos agressores e dispositivos de alerta entregues às vítimas. No programa Viva Flor, a vítima recebe um aplicativo ou dispositivo eletrônico.

A subsecretária de Prevenção à Criminalidade, Regilene Siqueira, explica que o programa salva vidas. A estrutura operacional foi reforçada com a inauguração da nova sala de operações da DMPP, ampliando o número de estações de monitoramento.

A proteção é destinada a mulheres com Medida Protetiva de Urgência em vigor. O monitoramento abrange todo o território do Distrito Federal.

No caso do Dispositivo de Proteção à Pessoa, a vítima recebe um dispositivo de alerta, e o agressor passa a usar tornozeleira eletrônica. O sistema identifica automaticamente qualquer aproximação indevida e aciona as forças de segurança.

Já o Viva Flor permite que a mulher acione a central sempre que perceber situação de ameaça.

T LB

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