Sexta-feira, 20/02/26

Projeto de lei propõe terapia com animais no SUS para inclusão de deficientes

Projeto de lei propõe terapia com animais no SUS para inclusão de deficientes
Projeto de lei propõe terapia com animais no SUS para – Reprodução

O Projeto de Lei 6319/25, apresentado na Câmara dos Deputados, propõe alterar a Lei Orgânica da Saúde para incluir a terapia assistida por animais como serviço oferecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A medida busca promover a recuperação da saúde e auxiliar na superação de barreiras enfrentadas por pessoas com deficiência.

De acordo com o texto do projeto, a terapia assistida por animais abrange duas modalidades principais. A primeira consiste em procedimentos conduzidos por profissionais de saúde, como fisioterapeutas e psicólogos, com a participação de animais. A segunda modalidade refere-se à disponibilização de animais de serviço, treinados para auxiliar pessoas em suas necessidades diárias sem necessidade de supervisão constante, a exemplo de cães-guia.

A oferta desses serviços dependerá de protocolos clínicos e diretrizes terapêuticas, que avaliarão a eficácia, a segurança e o custo-efetividade dos tratamentos. Para acessar um animal de serviço financiado pelo SUS, o paciente deve atender a requisitos específicos, incluindo enquadramento nas situações previstas pelos protocolos clínicos, assunção da responsabilidade civil pela guarda e bem-estar do animal, garantia de cuidados de saúde como alimentação, vacinação e acompanhamento veterinário, além de manutenção do treinamento do animal.

O projeto também prevê a devolução do animal ao órgão responsável em casos de maus-tratos, incapacidade do animal ou alteração nas condições de saúde do paciente.

O autor da proposta, deputado Rodrigo de Castro (União-MG), argumenta que o Brasil carece de regulamentação ampla sobre o uso terapêutico de animais, exceto pela equoterapia. Segundo ele, a presença de animais pode reduzir a ansiedade, facilitar a comunicação e motivar pacientes em tratamentos físicos e psicológicos. “Os animais não são meros assistentes, mas parceiros fundamentais para a inclusão plena e a participação social”, afirma o deputado.

O projeto será analisado de forma conclusiva pelas comissões de Saúde; e de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara dos Deputados.

T LB

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