Segunda-feira, 16/03/26

Projeto Defensoria nas Escolas inicia 2026 em Planaltina com foco em centros especiais

Projeto Defensoria nas Escolas inicia 2026 em Planaltina com foco em centros especiais
Projeto Defensoria nas Escolas inicia 2026 em Planaltina com foco – Reprodução

A primeira edição de 2026 do projeto Defensoria nas Escolas, uma parceria entre a Defensoria Pública do Distrito Federal (DPDF) e a Secretaria de Educação (SEEDF), será realizada em Planaltina, com atendimento exclusivo em centros de ensino especial. A iniciativa, que chega à sua 14ª edição, prevê atendimentos itinerantes mensais em oito coordenações regionais de ensino ao longo do ano, reforçando o compromisso com a promoção do acesso à justiça no ambiente escolar.

Os atendimentos em Planaltina ocorrerão na terça-feira (17), das 9h às 16h, no Centro de Ensino Especial 01, localizado no Setor Administrativo, Lote I. Na quinta-feira (19) e na sexta-feira (20), a ação será no CED Dona América, na Qd. 4, 10K, Conjunto C, AE — Setor Habitacional Arapoanga. O cronograma prossegue com edições em Sobradinho em abril, Samambaia e Recanto das Emas em maio, Ceilândia e Brazlândia em junho, Taguatinga em agosto, Núcleo Bandeirante e Guará em setembro, São Sebastião e Paranoá em outubro, e Gama e Santa Maria em novembro.

Para o defensor público-geral do DF, Celestino Chupel, levar a DPDF para dentro das escolas representa uma mudança estrutural na promoção do acesso à justiça. “Levar a DPDF para dentro das escolas é reconhecer que a educação em direitos é uma ferramenta essencial de transformação social. O programa fortalece vínculos, previne conflitos e garante que os direitos fundamentais sejam assegurados desde cedo”, destacou.

O coordenador do projeto, Rodrigo Duzsinski, enfatizou o papel da escola como espaço estratégico para a promoção de direitos e prevenção de conflitos. “O objetivo da ação é aproximarmos o sistema de Justiça da comunidade escolar por meio da promoção da educação em direitos e da atuação de forma preventiva, evitando que conflitos se agravem e garantindo proteção integral a crianças, adolescentes e suas famílias”, afirmou.

A secretária de Educação do DF, Hélvia Paranaguá, destacou que a presença da Defensoria nas escolas reforça políticas públicas baseadas na escuta e no diálogo. “A presença da Defensoria Pública nas escolas reforça a importância de políticas públicas construídas a partir da escuta, do diálogo e da atuação direta nos territórios. Quando levamos esse trabalho para o ambiente escolar, ampliamos o acesso à informação e contribuímos para que estudantes compreendam melhor seus direitos e responsabilidades”, disse.

Em edições anteriores, o projeto já impactou milhares de pessoas. Durante uma realização em Santa Maria, a dona de casa Mariana Souza utilizou o serviço para realizar o exame de DNA do filho, garantindo o reconhecimento da paternidade. “Nunca imaginei que resolveria algo tão importante dentro da escola. O exame foi rápido e gratuito, e agora ele tem garantido o direito de ter o nome do pai na certidão. Isso é dignidade, é futuro”, contou.

Ao longo de 13 edições, o Defensoria nas Escolas realizou 11.623 atendimentos e identificou mais de 10.145 crianças e adolescentes sem o nome do pai no registro de nascimento. A iniciativa alcançou mais de 12,7 mil estudantes, professores e membros da comunidade escolar, promovendo educação em direitos, escuta qualificada e atendimento jurídico gratuito diretamente nas escolas.

O projeto foi ampliado com o lançamento do Defensoria na Primeira Infância, em dezembro de 2025, que inclui creches da rede pública e conveniada do DF. Essa frente visa oferecer acolhimento e atendimento jurídico imediato para demandas como pensão alimentícia, regularização de guarda e reconhecimento de paternidade.

Além disso, uma parceria inédita com a Defensoria Pública da União (DPU) inova a iniciativa, oferecendo atendimentos itinerantes especializados nos Centros de Ensino Especial. Os serviços cobrem questões estaduais e federais, incluindo direitos das pessoas com deficiência, benefícios assistenciais (BPC/LOAS), questões previdenciárias e regularização de documentação, além de atendimento psicossocial. Os atendimentos ocorrerão às terças-feiras da terceira semana de cada mês nos centros de cada regional de ensino.

T LB

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