Terça-feira, 24/03/26

Rahal defende parcerias para acesso à água e combate à fome

Rahal defende parcerias para acesso à água e combate à fome
Rahal defende parcerias para acesso à água e combate à – Reprodução

A secretária nacional de Segurança Alimentar e Nutricional do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Lilian Rahal, defendeu a importância das parcerias entre órgãos governamentais e organizações da sociedade civil para implementar políticas públicas de acesso à água e alimentação adequada. A declaração foi feita nesta terça-feira (24 de março) durante a apresentação dos resultados do Programa Cisternas, no evento que integra a programação do Mês das Águas 2026, promovido pela Agência Nacional de Águas (ANA).

No encontro, que reuniu autoridades, especialistas e representantes do setor para discutir iniciativas de gestão de recursos hídricos, Rahal enfatizou que a água é um direito humano essencial. Ela alertou para os desafios no acesso à água, serviços de saneamento e as dificuldades enfrentadas por comunidades isoladas e povos tradicionais. “Alcançar altos índices de saúde pública, igualdade de gênero, nível educacional e produtividade econômica depende que todos desfrutem de água e saneamento”, ressaltou a secretária, destacando que sem água não há segurança alimentar, integrando assim a luta pelo acesso à água ao combate à fome e à desigualdade.

Rahal apresentou o Programa Cisternas, iniciativa com mais de 20 anos que surgiu de demandas da sociedade civil para enfrentar problemas históricos no Semiárido e na Amazônia. O programa consolida-se como um conjunto de tecnologias sociais não convencionais, com foco em soluções efetivas e céleres. Descontinuado na gestão anterior, foi retomado em 2023 pelo Governo do Brasil, com tecnologias adaptadas para o Semiárido, a Amazônia e a Terra Indígena Yanomami.

Desde a retomada, o programa contratou mais de 190 mil cisternas, incluindo 18,5 mil integradas ao Programa Fomento Rural. Os investimentos somam R$ 1,7 bilhão em recursos federais, aplicados por meio de 30 parcerias com governos estaduais e organizações da sociedade civil, atuando em 1.068 municípios de 18 estados.

Estudos sobre o programa identificam impactos significativos, como a redução de 69% na taxa de mortalidade infantil por doenças diarreicas, aumento de 14% na probabilidade de emprego formal entre beneficiários, elevação de 7,5% nos rendimentos do trabalho e de 5,9% na renda das propriedades rurais. Além disso, houve incremento médio de 86% nas vendas de produtos e de R$ 749 nos lucros dos beneficiários de cisternas para produção, além da redução do clientelismo e maior autonomia para os participantes.

O evento ocorreu no âmbito da celebração do Dia Mundial da Água, criado pela ONU em 1992 durante a Eco-92 no Rio de Janeiro. Para 2026, o tema proposto pela ONU é “Água e Gênero”. O Mês das Águas 2026 é uma atividade da ANA, com apoio da Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento Básico do Distrito Federal (Adasa) e do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR).

T LB

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