O pré-candidato à Presidência Renan Santos, do Missão, partido ligado ao MBL, protocolou representação na Procuradoria-Geral da República contra a governadora de Pernambuco, Raquel Lyra. Ele responsabiliza a gestão estadual por suposta infiltração do crime organizado em um presídio desativado. A denúncia surgiu após visita ao antigo Professor Barreto Campelo, em Itamaracá.
Segundo Santos, no local — recentemente fechado para dar lugar a um projeto de turismo — foram encontradas anotações que indicariam atuação do Comando Vermelho. O grupo afirma ter localizado registros de apostas do jogo do bicho, além de televisão e pontos de energia para celulares. O material foi filmado e fotografado durante a inspeção.
A representação cita documentos manuscritos e itens abandonados que sugeririam comércio ilícito e administração paralela dentro da unidade. Entre os achados estariam cadernos de contabilidade da venda de drogas e um suposto manual de iniciação na facção. Há ainda menção a encomenda de homicídio por R$ 10 mil e regras internas do grupo criminoso.
Para o Missão, os indícios revelariam perda de controle do sistema prisional e negligência do poder público estadual. O pedido à PGR inclui abertura de inquérito contra a governadora e o secretário de Administração Penitenciária, Paulo Paes de Araújo. Também é solicitada a avaliação de eventual ação penal contra ambos.








