O corpo do adolescente Rodrigo Helbingen Fleury Castanheira, de 16 anos, será velado a partir das 13h deste domingo (8/2), na Igreja Batista Capital, no Lago Sul. O sepultamento está marcado para as 17h30, no Cemitério Campo da Esperança da Asa Sul.
Rodrigo morreu no sábado (7/2), após permanecer 16 dias internado em estado gravíssimo na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Brasília, em Águas Claras.
O jovem sofreu traumatismo craniano após ser agredido pelo piloto de Fórmula Delta Pedro Turra, de 19 anos, durante uma briga ocorrida em Vicente Pires. No episódio, a vítima foi atingida por socos e bateu a cabeça contra a porta de um carro.
O agressor chegou a ser preso em flagrante no dia da ocorrência, mas foi liberado após o pagamento de fiança no valor de R$ 24,3 mil. Posteriormente, a pedido do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios, a Justiça decretou a prisão preventiva do piloto, que atualmente está detido no Complexo Penitenciário da Papuda.
Morador do Distrito Federal, Rodrigo era estudante do Colégio Vitória Régia. Durante o período de internação, amigos, familiares e jovens da capital organizaram vigílias em frente ao hospital em oração pela recuperação do adolescente. Em 30 de janeiro, parentes relataram que ele havia apresentado reações a estímulos, o que levou a família a restringir as visitas para preservar o quadro clínico. Apesar dos esforços da equipe médica, o estudante não resistiu às complicações.
Como a agressão começou
De acordo com a investigação policial, a confusão teve início na noite de 22 de janeiro, após Pedro Turra jogar um chiclete mascado em um amigo de Rodrigo. A atitude gerou provocações e evoluiu para agressões físicas entre os dois jovens.
Imagens gravadas por testemunhas mostram o momento em que Turra desfere um soco que faz Rodrigo cair e bater violentamente a cabeça contra um veículo. O impacto o deixou desacordado, e ele chegou a vomitar sangue enquanto era socorrido.
Durante coletiva, o delegado responsável pelo caso, Pablo Aguiar, afirmou que o investigado já teria se envolvido em outros episódios de violência e classificou o comportamento do agressor como preocupante. A defesa contestou as declarações.
Situação judicial
Com a morte da vítima, o caso pode ter a tipificação alterada para lesão corporal seguida de morte, crime previsto no artigo 129, §3º, do Código Penal, com pena de quatro a 12 anos de reclusão. Trata-se de crime preterdoloso, quando há intenção de agredir, mas não de matar.
O Superior Tribunal de Justiça negou, na sexta-feira (6/2), um pedido de habeas corpus apresentado pela defesa de Pedro Turra. Com a decisão, o piloto permanece preso em cela individual no Complexo Penitenciário da Papuda.
Nota da família do agressor
Por meio de advogado, a família de Pedro Turra divulgou nota lamentando a morte do adolescente. “Com profundo respeito e sincera solidariedade, lamentamos o falecimento de Rodrigo Castanheira. Manifestamos nossas condolências aos pais, familiares e amigos, desejando força neste momento de dor”, afirmou o advogado Daniel Kaefer.








