A renúncia de Julio Casares, realizada nesta quarta-feira (21/1), não acelera o processo eleitoral no São Paulo. Com o afastamento do dirigente, o clube seguirá sob comando interino até a realização das eleições já previstas no calendário estatutário.
Com a saída do então presidente, quem assume a presidência do São Paulo é seu vice Harry Massis Júnior, nome já em exercício no cargo de forma interina. Aos 80 anos, ele deve permanecer à frente do clube até o fim de 2026.
A definição ocorre porque a eleição para o próximo triênio, de 2027 a 2029, já estava programada para o final do atual mandato. Casares, inclusive, não poderia concorrer novamente, já que cumpria seu segundo mandato consecutivo, limite estabelecido pelo estatuto do clube.
Antes da renúncia, ele havia sido afastado temporariamente após o Conselho Deliberativo aprovar seu impeachment na última sexta-feira (16/1). A decisão abriu caminho para a convocação de uma Assembleia Geral com os sócios, que deveria ocorrer em até 30 dias.
Caso o processo tivesse avançado, caberia aos associados definir, em votação, a destituição definitiva do então presidente. Com a confirmação do impeachment em assembleia, Harry Massis Jr. assumiria o cargo de forma efetiva até o fim de 2026, cenário que agora se mantém mesmo após a renúncia.
O pedido de afastamento cautelar foi protocolado por conselheiros da oposição em 15 de dezembro de 2025. Além da denúncia envolvendo a comercialização irregular de camarotes do Morumbis em dias de shows, Casares também é acusado de gestão temerária, com sucessivos descumprimentos do orçamento e negociações de atletas abaixo do valor de mercado.
Na votação do Conselho Deliberativo, 188 dos 223 conselheiros presentes se posicionaram a favor do impeachment, resultado que tornou insustentável a permanência de Casares no cargo e levou à sua saída antes da conclusão do processo.








