A Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) reforça a importância dos cuidados diários para reduzir o risco de contaminação por micose e evitar complicações, já que o verão, com suas temperaturas elevadas, aumento da umidade e maior exposição a ambientes coletivos, cria condições favoráveis para a infecção. As orientações abrangem sinais, tratamento e prevenção.
Tipos comuns de micose
“Com o aumento da transpiração, o uso de roupas sintéticas que dificultam a ventilação da pele e a maior frequência a praias e piscinas, os fungos passam a ter condições ideais para crescer e se espalhar”, explica a dermatologista e coordenadora dos ambulatórios de Psoríase e Cosmiatria do Hospital Regional da Asa Norte (Hran), Letícia Oba. Entre as micoses mais comuns estão:
- Tinea pedis: conhecida como pé de atleta, provoca frieiras entre os dedos.
- Onicomicose: atinge as unhas, deixando-as mais espessas, frágeis ou amareladas.
- Pitiríase versicolor: popularmente chamada de pano branco, caracterizada por manchas claras ou escuras no tronco e nos braços.
- Candidíase cutânea: frequente em áreas de dobras, como axilas e virilhas, onde há atrito e umidade constante.
Sinais de alerta, contágio e riscos da micose
Sintomas e transmissão
Na pele, os principais sinais são manchas avermelhadas ou esbranquiçadas que descamam e causam coceira intensa. Nas unhas, a infecção pode causar alteração de cor, descolamento da borda ou aumento da espessura. Já no couro cabeludo, é comum o aparecimento de áreas de falha de cabelo (alopecia), descamação semelhante à caspa e coceira.
As micoses são contagiosas e podem ser transmitidas tanto por contato direto com pessoas ou animais infectados quanto de forma indireta, por meio de objetos contaminados. “Toalhas, calçados, roupas, instrumentos de manicure mal esterilizados e até o piso de banheiros e vestiários podem servir como fonte de contaminação”, alerta a especialista.
Grupos de risco e onde buscar ajuda
Idosos, pessoas com diabetes, pacientes com imunidade reduzida e atletas ou profissionais que permanecem muito tempo com calçados fechados formam o grupo de maior risco. Em caso de suspeita, o usuário deve procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) de sua referência, onde ocorre a avaliação inicial e, se necessário, o encaminhamento para atendimento especializado com dermatologista em hospitais da rede pública do DF.
A médica ressalta que, quando não tratada corretamente, a micose pode abrir porta para infecções bacterianas mais graves, além de provocar perda permanente de unha ou cabelo e facilitar a transmissão para outras áreas do corpo e para outras pessoas.
Prevenção diária contra a micose
Manter a pele bem seca após o banho, especialmente entre os dedos e nas dobras, evitar andar descalço em locais úmidos e públicos, dar preferência a roupas e meias de algodão e não compartilhar objetos de uso pessoal são atitudes simples que fazem a diferença.
“Ficar muito tempo com roupa de banho molhada, repetir a mesma meia ou sapato sem deixar arejar, compartilhar toalhas ou calçados são alguns dos hábitos que favorecem a micose e precisam ser evitados”, orienta a médica.
Com informações da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF).








