Quarta-feira, 18/03/26

Senado adia votação de PEC que proíbe aposentadoria compulsória como punição

Projeto no Senado define critérios para fechamento de agências bancárias
Projeto no Senado define critérios para fechamento de agências bancárias – Reprodução

A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 3/2024, que veda o uso da aposentadoria compulsória como sanção por infrações disciplinares, teve sua votação adiada na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado para o dia 8 de abril.

A medida, apresentada pelo então senador Flávio Dino em 2024, busca reforçar a responsabilização de agentes públicos, substituindo a aposentadoria compulsória por penalidades como a demissão em casos de faltas graves. A proposta afeta servidores públicos, incluindo magistrados e militares das Forças Armadas, estados e Distrito Federal, alinhando a aposentadoria ao seu caráter previdenciário.

A votação, inicialmente prevista para esta quarta-feira (18), foi postergada para permitir debates e a busca de consenso entre os senadores. Até lá, será realizada uma audiência pública no dia 1º de abril, proposta pelo senador Carlos Portinho (PL-RJ), e a relatora, senadora Eliziane Gama (PSD-MA), receberá novas emendas para atualizar seu relatório.

Eliziane Gama defendeu a iniciativa, afirmando que cabe ao Congresso Nacional legislar para enfrentar a demanda da sociedade por maior responsabilização. Segundo ela, a proposta pode aumentar a confiança nas instituições ao prever punições mais rigorosas em casos de infrações graves. A senadora destacou que pretende dialogar com colegas para aperfeiçoar o texto e garantir apoio suficiente para aprovação.

Diversas divergências foram apontadas durante a sessão. O senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS) alertou para possíveis prejuízos a militares, argumentando que o tema não se confunde com o sistema previdenciário e que já existem mecanismos específicos de punição para essas carreiras, com impactos potenciais sobre familiares.

Já o senador Sergio Moro (União-PR) defendeu uma delimitação maior dos casos em que a aposentadoria compulsória seria substituída, concentrando a medida em infrações graves que configurem crimes.

Recentemente, como ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino decidiu pela proibição da aposentadoria compulsória como pena máxima a magistrados em um caso concreto de um juiz estadual afastado no Rio de Janeiro.

*Com informações da Agência Senado

T LB

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *